MENSAJE DE NAVIDAD 1966 – 1967
PRÓLOGO
Este es el XV Mensaje de Navidad, los primeros doce nos brindaron información básica para el conocimiento de la Gnose, pero desde el XIII, o sea del año 1964 en adelante, nos traen la parte científica de esta gloriosa sabiduría. Le pedimos a los lectores ocasionales o interesados en la Gnose que no se desanimen al leer estos últimos mensajes, porque el Maestro Samael Aun Weor ha escrito una serie de libros que gradualmente van preparando a la persona para comprender la parte científica.
Aos estudantes gnósticos, lembramos que o ensinamento puro se encontra nas obras do Mestre, a devoção se alcança nos santuários de purificação e o resultado é obra de cada um de nós; de modo que se engana lamentavelmente aquele que se dedica a observar os estudantes, pois ali ele não encontra senão defeitos alheios, e aqueles com os quais devemos acabar são os nossos próprios; somente o Mestre redimido pode ser observado como nosso modelo. O objetivo desses ensinamentos é formar super-homens; é verdade que nos tornamos diferentes, mas por meio do estudo e da prática. A tarefa começou despertando os adormecidos e, com a ajuda dos despertos, assumindo posições inigualáveis. Não atacamos, ajudamos; então, aqueles a quem ajudamos nos ajudam.
Observamos a arrogância do homem abastado, a confiança do fazendeiro ou criador de gado, a alegria do homem maduro que consegue conquistar uma mulher jovem, a transformação que ocorre nos jovens que conseguem obter um diploma acadêmico. Se essas mudanças na pessoa são alcançadas por meio de bens materiais e conhecimentos intelectuais, qual será a mudança que ocorre quando nos sentimos filhos de Deus? Se a simples amizade com pessoas de prestígio causa tanto prazer, como será ter essa amizade com o Amado?
Quando a religião é excluída da ciência, o homem se sente insignificante.
Vamos analisar nossa posição no mundo da matéria, de acordo com a presente Mensagem de Natal. Nosso planeta Terra é uma massa gigantesca com um diâmetro de 12.756.776 metros, uma circunferência de 40.009 quilômetros, cerca de 500.000.000 de quilômetros quadrados ou um trilhão de metros cúbicos; dentro da crosta terrestre, que tem cerca de 50 quilômetros de espessura, vivem os seres do planeta; acima dela, nós, como se fôssemos micróbios; essa gigantesca massa é apenas um dos nove planetas do nosso sistema solar, que também conta com 31 satélites conhecidos, milhares de asteróides, cometas e milhões de aerólitos, meteoros e partículas já encontradas pelos astronautas modernos; essas partículas aumentam o tamanho de cada planeta. Todo esse peso imenso, somado, equivale a apenas 1% do peso do Sol central, que gira a uma velocidade de 20 quilômetros por segundo em torno de seu eixo e atinge uma velocidade de 270 quilômetros por segundo em sua própria órbita elíptica. Nossa Terra gira a uma velocidade de 1.667 quilômetros por hora ao redor do Sol, completando uma volta em um ano, sendo que a distância média até o Sol é de 149,5 milhões de quilômetros. Nosso sistema planetário pertence à galáxia que chamamos de Via Láctea, a qual contém 18 milhões de sóis como o nosso, cada um com seus próprios sistemas planetários, sendo o eixo central o planeta Sírius; e nossa galáxia é apenas uma entre as milhões que povoam o espaço infinito; e, no meio desse sistema assustador, vivemos nos espremendo e nos empurrando, pois não cabemos ao lado de nossos vizinhos. Nosso arrogante sistema solar é apenas um minúsculo grão de poeira comparado à nossa galáxia.
Como todo esse conhecimento causará perplexidade entre os alunos, informamos que, por meio da sabedoria gnóstica, aprendemos a estabelecer uma relação com todos esses seres superiores que habitam ou povoam nossa Terra, nosso sistema solar e até mesmo nossa galáxia. Para isso, é necessário situarmo-nos na origem de nossa própria criação, que reside no ser humano, em nossa semente, e nos proporciona a Sabedoria do Arcano A.Z.F. (o sexo).
Desde o ano de 1950, o Mestre Samael Aun Weor vem falando sobre a sabedoria do sexo em todas as suas obras — que já somam mais de 30 — e em inúmeros folhetos, mas, até o momento, isso só gerou rumores entre as pessoas que se sentem ofendidas; no entanto, ninguém refuta cientificamente.
Agora, caro leitor, vamos ver o que acontece no campo da ciência dos homens: para isso, consideraremos três tipos de médicos: o agrônomo, ou médico das plantas; o veterinário, ou médico dos animais; e o médico, ou médico da espécie humana. Os agrônomos progrediram muito e é inegável que hoje nos proporcionam grãos e frutos da terra de forma imbatível; eles já perceberam que o que vale na planta é a semente e estudaram a maneira de preservá-la e mantê-la inalterada; para isso, inventaram os silos ou celeiros; eles não desperdiçam essa semente e fazem com que o agricultor não a jogue aos milhares em cada buraco para que nasça a mais forte, pois sabem que toda semente germina, e muito mais se for forte e saudável; ao simples agricultor não ocorre semear milho e jogar milhares de sementes no buraco, mas sim colocar de três a quatro sementes, sabendo que assim o grão germina melhor. Nosso agricultor sabe que o cafeeiro sobrecarregado com grãos de café dura uma ou duas safras sem produzir e chega até a morrer devido ao excesso de sementes que perdeu. O agricultor paga para que recolham as sementes da planta.
El veterinario también sabe el valor del semental o toro de cría está en su simiente, el cual adquiere precios entre nosotros hasta de 80 mil pesos, esos sementales se les extrae su simiente por medios mecánicos y de un centímetro cúbico de dicha materia hacen miles de inyecciones para la inseminación artificial, guardando así meticulosamente esa maravillosa simiente y a ningún veterinario se le ocurre decirle al dueño de una de esas crías que lo junte con hembras de su especie dizque para que el ternero se haga rápidamente toro…
Esses garanhões são mantidos afastados das fêmeas de sua espécie. Todo veterinário sabe que, quando um cavalo passa uma noite em acasalamento com uma fêmea de sua espécie, no dia seguinte ele não tem condições de viajar, fica encharcado de suor e treme de fraqueza; e se isso acontece com um animal que produz força física e a perde, como será então o ser humano que se une de maneira pior do que os animais e, diariamente, perde seu próprio sêmen?
Todos nós já fomos ao médico e perguntamos sobre o problema das poluições noturnas, sobre nossos filhos na fase de desenvolvimento, quando a mulher grávida se aproxima do momento do parto, e conhecemos muito bem os conselhos, já que o homem perde cerca de 22 milhões de espermatozoides ou sêmen humano; nos dizem que isso é natural, que o homem pode perfeitamente se masturbar e liberar esse material que, na verdade, prejudica o organismo e coisas do gênero; nos dizem que o menino que não libera essa energia fica atrofiado. Se isso fosse verdade, não poderiam existir donzelas, pois elas também ficariam atrofiadas.
Nós nos expressamos com toda clareza para que se comprove cientificamente o dano que o uso do próprio sêmen causa ao organismo. Ensinamos a melhorar o sêmen humano por meio do que comemos, do que respiramos e do que pensamos, e informamos que, com a prática do Arcano, é possível extrair um desses espermatozoides fortes e saudáveis e fecundar sem gastar a fortuna que o fornicador gasta. Sabemos que a árvore que solta seu fruto antes de estar maduro dura muito pouco; por exemplo, em nossas costas colombianas há pessoas que vendem o coco de água colhendo o coqueiro antes que amadureça; esse coqueiro dura poucos anos, seca e morre; por outro lado, os proprietários que não colhem antes do tempo, mas permitem que o fruto caia maduro, esses coqueiros duram 50 anos ou mais; indicamos tudo isso para que o próprio aluno observe a natureza.
Para nós, deve servir de motivo de reflexão a surpresa dos fornicadores quando se lhes fala da Castidade Científica e, imediatamente, dizem que isso significará o fim do mundo para eles, ou seja, que a espécie humana se extinguirá. E o que dizem agora, quando toda a imprensa mundial fala sobre as pílulas anticoncepcionais? Agora eles não se alarmam, pois sabem que isso sim causa danos e perturbações incalculáveis. O mal, diante do mal, não se abala.
O que significa o Hidrogênio SI 12 de que o Mestre fala em suas últimas mensagens? Vejamos: a Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo — constitui a primeira Lei dos Três; o Universo inteiro é governado pela Lei dos 6, nosso Sol Central pela Lei dos 12, os Mundos de nossos sistemas são governados pela Lei dos 24, nosso Planeta Terra por 48 leis e o abismo por 96. Já vimos nossa triste posição como seres humanos diante de nosso próprio sistema solar; agora, por meio desses conhecimentos, aprendemos a estabelecer relações divinas por meio de nossa própria semente, que é o melhor que nosso organismo físico produz. Portanto, temos que são 12 as Leis nas quais se desenvolve nosso astro-rei. Encontramos essa Lei em nossa semente, valendo-nos do verbo e pronunciando a nota Si — ou seja, a mais aguda da escala musical —; aproveitamos isso para formar nossos corpos solares. Ela é chamada de hidrogênio por ser aquosa, Si pela nota e 12 pela Lei solar ou do Sol; as letras do Mantram I.A.O. servem assim: com a sublime I levamos a energia pela coluna vertebral, com a A criamos o fato e com a O Nós o concebemos para que se realize, se cumpra e se torne realidade. Portanto, vamos estudar para despertar a consciência e evitar que nos aconteça o que ocorre com aqueles que estão acordados, mas adormecidos: vão buscar um objeto em casa e, quando chegam ao local onde ele se encontra, já se esqueceram do que foram buscar.
Informamos que Luz e Consciência são, no fundo, a mesma coisa: um sol possui Luz; um homem alcança a Consciência; a consciência é experiência vivida; a essa experiência vivida ao longo dos milênios chama-se, na linguagem religiosa, alma; nós lhe damos o nome de Buddhata por ser apenas um embrião da alma, o qual devemos fortalecer formando os corpos solares que criamos com nossa semente divina, que guardamos como um tesouro precioso; aos de fora, só podemos lembrar as palavras do Mestre Samael Aun Weor: "Se os homens soubessem o que vão perder quando praticam a fornicação, em vez de rirem, chorariam". Meu conselho para você, ó estudante, é: "Estude, adquira compreensão e pratique esses ensinamentos; assim, você poderá servir aos outros para construir um mundo melhor".
Que a paz mais profunda reine em seus corações.
SUMMUM SUPREMUM SANTUARIUM GNOSTICUM.
Gargha Cuichines.
CAPÍTULO I A CRIANÇA SOLITÁRIA
Amados irmãos gnósticos:
Esta noite, todos nós celebramos com imensa alegria o Natal de 1966, e torna-se urgente estudar muito a fundo os mistérios cristológicos.
No alvorecer do grande dia cósmico, o Primeiro Logos, o Pai, disse ao Terceiro Logos, o Espírito Santo: "Vá e fecunde minha esposa, a Matéria caótica, a Grande Mãe, para que surja a vida; contudo, você decidirá". Assim falou o Pai, e o Terceiro Logos curvou-se reverentemente; amanhecia a aurora da criação.
Nos sete templos do caos trabalharam os Cosmocratores, o exército dos construtores da aurora, a hoste dos Elohim, o Terceiro Logos.
Três forças são indispensáveis para toda criação: a força positiva, a força negativa e a força neutra.
Diante do altar do templo, um Elohim assumiu a forma masculina, positiva, e o outro, a forma feminina, negativa.
O piso térreo do templo, o coro dos Elohim, representava a forma neutra.
Essa ordem das três forças ficou assim estabelecida em cada um dos sete templos do caos primitivo. Cantava o homem divino, cantava a mulher divina, cantava o coro dos Elohim.
Toda a liturgia dos sete templos foi cantada, e a Grande Palavra fecundou o ventre da Grande Mãe Divina.
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus".
"Ele estava no princípio com Deus". "Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada do que foi feito teria sido feito". "Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens".
O Verbo tornou fecundas as águas da vida, e o universo, em seu estado embrionário, surgiu esplêndido ao amanhecer.
O Espírito Santo fecundou a Grande Mãe e nasceu o Cristo. O segundo Logos é sempre filho da Virgem Mãe.
Ela é sempre virgem antes do parto, durante o parto e após o parto. Ela é Maria, Ísis, Adônia, Isoberta, Reia, Cibele, etc.
Ela é o caos primitivo, a Substância Primordial, a Matéria-prima da Grande Obra.
O Cristo Cósmico é o exército da Grande Palavra; ele nasce sempre nos mundos e é crucificado em cada um deles para que todos os seres tenham vida e a tenham em abundância.
Meus irmãos: Observem o Astro Rei em seu movimento elíptico. O sol se move do sul para o norte e do norte para o sul. Quando o Sol avança em direção ao norte, celebra-se o nascimento do Menino Sol. Ele nasce no dia 24 de dezembro, à meia-noite, já para o amanhecer do dia 25.
Se o Cristo-Sol não avançasse em direção ao norte, toda a Terra se transformaria em uma enorme massa de gelo e toda a vida pereceria; mas o Deus-Sol avança em direção ao norte a partir do dia 24 de dezembro para animar e dar calor e vida a todas as criaturas.
O Menino Sol nasce no dia 24, já na madrugada do dia 25 de dezembro, e é crucificado no equinócio da primavera para dar vida a tudo o que existe.
O caráter fixo da data de seu nascimento e o caráter variável de sua morte sempre têm, em todas as teologias religiosas, um profundo significado.
Fraco e indefeso, o Menino do Sol nasce neste humilde presépio do mundo, em uma daquelas noites muito longas de inverno, quando os dias são muito curtos nas regiões do norte.
O signo da Virgem Celestial surge no horizonte na época do Natal, e assim nasce o Menino para salvar o mundo.
O Cristo-Sol, durante a infância, encontra-se cercado de perigos, e fica bem claro que o reino das trevas é muito mais extenso do que o seu nos primeiros dias; mas ele sobrevive, apesar de todos os terríveis perigos que o ameaçam.
Pasa el tiempo…, los días se prolongan cruelmente y llega el equinoccio de primavera, la Semana Santa, el momento de cruzar de un extremo a otro, el instante de la crucifixión del Señor en este nuestro mundo.
O Cristo Sol se crucifica em nosso planeta Terra para dar vida a tudo o que existe; após sua morte, ele ressuscita em toda a criação, e então a uva e o grão amadurecem. A Lei do Logos é o sacrifício.
Esse é o drama cósmico que se repete a cada instante em todo o espaço infinito, em todos os mundos, em todos os sóis.
Esse é o drama cósmico representado em todos os templos do Egito, da Grécia, da Índia, do México, etc.
Este é o drama cósmico que se encena em todos os templos de todos os mundos do espaço infinito.
O aspecto secundário desse grande drama corresponde com total exatidão a todo indivíduo sagrado que, por meio da revolução da consciência, alcança a Iniciação Venusta e se torna um Herói Solar.
CAPÍTULO II: A VIA LÁCTEA
O Natal é uma festa solar, uma festa cósmica indescritível que tem sua origem na noite profunda dos séculos.
O sol físico tridimensional é apenas o veículo de ação do sol espiritual. No sol físico, o místico encontra o sol da meia-noite, a estrela de Belém, o Cristo Cósmico.
Todas as religiões arcaicas sempre prestaram culto ao sol, e até mesmo o Vaticano foi construído de tal forma que suas portas se abrem para o leste, na direção do nascer do sol.
Os primeiros cristãos costumavam dizer, sempre com grande devoção: "Nosso Senhor Jesus Cristo, o Sol".
É admirável como o Sol se move entre as incontáveis estrelas do espaço infinito e, em relação aos mundos mais próximos, a uma velocidade de 20 quilômetros por segundo.
No centro da Via Láctea, o Sol gira a uma velocidade impressionante de 270 quilômetros por segundo. Nesse movimento, ele arrasta a Terra e todo o Sistema Solar.
A Terra na qual vivemos, nos movemos e existimos é algo mais do que uma massa de matéria; é, sem sombra de dúvida, um organismo vivo, sobre cuja epiderme todos nós vivemos como meros parasitas.
O caminho percorrido pela Terra no espaço infinito é muito complicado e difícil.
O planeta Terra, dançando ao redor do Sol ao som da música das esferas, viaja de fato a uma velocidade vertiginosa, girando no centro desta formidável galáxia em que vivemos.
A Via Láctea é realmente tão gigantesca que, mesmo viajando a 270 quilômetros por segundo, o Sol levará cerca de 200 milhões de anos para dar uma volta completa ao redor dela.
A Via Láctea é um organismo cósmico vivo, um corpo espiralado no qual se encontra nosso sistema solar.
Toda nebulosa, inclusive a nossa Via Láctea, possui, de fato e por si só, a mesma estrutura fundamental.
Em toda galáxia atuam três forças: a primeira é a centrípeta, a segunda é a centrífuga e a terceira é a neutra, que serve como ponto de apoio e equilíbrio.
A força centrífuga confere à nebulosa um movimento espiral, semelhante a um redemoinho em um terreno arenoso, que confere movimento espiral à coluna de poeira que levanta.
A Via Láctea, com todos os seus dezoito milhões de sóis e inúmeros planetas e luas, tem como centro de gravitação o Sol Central Sírius.
Antigas tradições esotéricas afirmam que, no Sol Central Sírio, existe a Igreja Transcendida.
Dentro do templo de Sirio, os adeptos podem ter a felicidade de encontrar os discípulos do Deus Sirio.
Quando algum adepto tenta ir além da Via Láctea, ele é sempre obrigado a retornar a Sírius. É proibido aos adeptos do planeta Terra irem além de Sírius.
Os astrônomos sabem muito bem que, além da Via Láctea, existem apenas três galáxias visíveis a olho nu, sem o auxílio de um telescópio. Duas delas podem ser vistas do hemisfério sul: a Grande Nuvem e a Pequena Nuvem de Magalhães, assim chamadas em homenagem ao célebre explorador.
Os adeptos da Grande Loja Branca, ao ultrapassarem Sírius, podem ver duas ordens de mundos que cintilam maravilhosamente com um belo tom rosado; nessas duas galáxias, existem outros tipos de leis cósmicas desconhecidas pelos habitantes da Via Láctea.
Nos textos sagrados da sabedoria oculta, há uma máxima que diz: "Onde a luz brilha mais forte, ali também as trevas são mais densas".
Nos mundos superiores, todo adepto pode constatar que, muitas vezes, ao lado de algum templo de luz, existe também, por contraste, um templo de trevas assustadoras.
Com base nessa regra, podemos afirmar, sem medo de nos enganarmos, que o Sol Central Sírius é duplo e que seu companheiro é um mundo gigantesco e tenebroso.
De Sírius vêm para o planeta Terra as forças cósmicas que governam o Supracéu, mas de seu irmão tenebroso descem até nós as forças que governam o Infra-inferno.
Os astrônomos chamam Sirio de “Estrela do Cão” e seu companheiro sombrio de “Filhote”.
Nossa galáxia é gigantesca, maravilhosa, impressionante; ela tem cerca de 100.000 anos-luz de diâmetro e talvez cerca de 10.000 anos-luz de espessura.
O Sol que nos aquece e nos dá vida, nosso amado Sol, fonte de toda a vida, está localizado a cerca de 3.000 anos-luz do centro, o que o coloca a um terço da distância entre o centro da Galáxia e uma de suas extremidades, parece estar próximo ao anel interno de um braço espiral e também a um grupo de estrelas muito fracas e distantes, bem como a outro grupo mais próximo do centro.
Existem no espaço infinito muitos milhares e milhões de galáxias; estima-se que, em uma extensão de 250.000.000 de anos-luz, existam cerca de 2.000.000.000 de galáxias, e mesmo a essa distância tão imensa não há sinais de que elas tenham fim.
A situação do nosso sistema solar é, sem sombra de dúvida e sem qualquer exagero, a mesma de um glóbulo sanguíneo dentro do corpo humano.
Ao microscópio, podemos verificar que um corpúsculo branco também é composto por um núcleo, ou Sol, e seu citoplasma, ou esfera de influência; e este, por sua vez, também está rodeado por todos os lados por milhões de células semelhantes ou sistemas, formando, no seu conjunto, um grande Ser cuja natureza seria, para a célula, dificilmente concebível.
A Via Láctea é um organismo vivo que surgiu na nona esfera da água e do fogo.
Aqueles que supõem que as galáxias, incluindo a Via Láctea, tiveram sua origem na explosão de algum átomo primitivo, estão muito enganados.
Existe uma máxima esotérica que diz: "Como é lá em cima, assim é aqui embaixo".
Se a origem dessa pequena galáxia microcósmica chamada homem teve início na nona esfera, no sexo, podemos deduzir logicamente, sem medo de nos enganarmos, que a origem da nossa galáxia e de todas as galáxias do infinito deve ser buscada na nona esfera, no sexo.
O Templo da Sabedoria encontra-se na nona esfera; o Templo da Sabedoria está situado entre o Falo e o Útero.
É, sem dúvida, impossível compreender a verdade sobre a origem das galáxias se não entrarmos na nona esfera (Sexo).
A união sexual da palavra, no alvorecer da vida, torna fecundas as águas do Caos, e assim nascem as galáxias e os mundos.
O fogo sexual da Kundalini sempre fertiliza o ventre da Grande Mãe.
"En el Principio era el Verbo…
CAPÍTULO III O SISTEMA SOLAR DE ORS
No Nirvana, esse sentimento de família, tribo ou clã desapareceu, pois todos os seres se consideram membros de uma grande família. A diversidade é unidade.
No entanto, por meio da observação e da experiência, todos nós, irmãos, pudemos constatar que existe algo como uma semelhança familiar em cada um dos grupos de Elohim ou Prajapatis que governam os diversos sistemas solares desta galáxia em que vivemos.
Esse sentimento de união cósmica em cada grupo de Elohim faz com que eles sejam algo como famílias inefáveis, divinas e sublimes.
A família cósmica que governa o sistema solar de Ors, no qual vivemos, nos movemos e temos nosso Ser, conta entre seus membros mais ilustres com Gabriel, Rafael, Uriel, Miguel, Samael, Zacariel e Orifiel.
Cada um desses irmãos mencionados é chefe de legiões angelicais; cada um deles precisa trabalhar intensamente na Grande Obra do Pai.
Gabriel é o regente da Lua, Rafael é o regente de Mercúrio, Uriel governa Vênus, Miguel é o Rei do Sol, Samael é o regente de Marte, Zacariel é o regente de Júpiter, e Orifiel rege os destinos do velho Saturno, o ancião dos céus.
No centro de cada esfera, de cada planeta, encontra-se sempre o templo cósmico, o templo planetário, a morada do gênio regente.
Todo mestre da Loja Branca pode visitar, no Corpo Astral, o templo-coração do planeta Terra. O gênio da Terra é aquele Melquisedeque de quem fala a Bíblia, Changam, o Rei do Mundo.
Foi-nos dito que o gênio da terra possui um corpo físico semelhante ao nosso, mas eterno e imortal; alguns lamas do Tibete tiveram a grande sorte de conhecer Changam pessoalmente.
O gênio da Terra vive em Agartha, o reino subterrâneo, na companhia dos Iniciados sobreviventes da Lemúria e da Atlântida.
A raça de Agartha apenas aguarda que a raça ariana degenerada, que atualmente vive na superfície da Terra, pereça pelo fogo. Quando todos nós, os perversos desta raça, tivermos perecido, então eles, os sobreviventes da Lemúria e da Atlântida, repovoarão a Terra e, misturando-se com alguns sobreviventes selecionados de nossa atual raça ariana, darão origem à futura sexta raça.
No interior da Terra existe uma raça com corpos físicos lemurianos e atlantes. Essas raças possuem todas as invenções científicas atômicas dos tempos antigos.
O Rei do Mundo trabalha intensamente e conta com a ajuda dos Coros, aqueles grandes Seres que governam a vida e a morte em todos os planos da consciência cósmica.
A Terra é um organismo vivo que gira em torno do Sol. O gênio planetário a mantém firme em sua trajetória.
A Terra é um dos membros da Grande Família Cósmica do Sistema Solar de Ors.
Todos os corpos celestes próximos a esta Terra, governada por Melquisedeque, Rei do Fogo, fazem parte dessa complexa família.
O Sistema Solar de Ors abriga em seu seio uma grande variedade de objetos. Em órbita ao redor do Sol giram nove planetas governados por Seres Inefáveis, trinta e um satélites conhecidos, milhares de asteróides, cometas e muitos milhões de partículas meteóricas.
Apesar do seu número e da enorme massa cósmica que todos esses corpos representam, por mais incrível que pareça, mais de 99% da matéria do Sistema Solar de Ors está totalmente concentrada no Sol.
De fato, o Astro Rei é o coração do sistema solar de Ors. No templo do coração do Sol, situado no centro da esfera radiante, vivem e trabalham os sete Chohanes que dirigem os sete grandes raios cósmicos.
São poucos os seres humanos do planeta Terra que podem visitar, em Corpo Astral, o templo que é o coração do Sol.
Um abismo tremendo e assustador conduz o Iniciado até o vestíbulo da sabedoria.
Todo aquele que chega ao átrio sagrado deve prostrar-se reverentemente diante do guardião do templo.
Um caminho estreito conduzirá o visitante até o templo central, onde residem os terríveis sete Chohanes.
No coração do Sol, toda a vida do Sistema Solar de Ors pulsa intensamente.
A força gravitacional do Sol mantém toda a família solar dentro de suas órbitas mecânicas.
Toda a mecânica do Sistema Solar de Ors funciona de acordo com a grande lei; as órbitas concentradas nos planetas que giram dançando ao redor do Sol, em meio às grandes sinfonias do diapasão cósmico, estão sabiamente relacionadas de acordo com a Lei de Bode.
Tomando a progressão geométrica 0, 3, 6, 12, 24, 48, 96, 192 e somando 4 a cada número, obtemos uma série que representa, mais ou menos, as distâncias entre as órbitas planetárias e o Sol.
Mercúrio, o senhor da ciência, o mensageiro dos deuses, gira em torno do Sol com uma rapidez vertiginosa. Vênus, o astro da música, do amor e da beleza, em segundo lugar em relação ao Sol, move-se um pouco mais devagar; e a Terra, nossa pobre Terra aflita e mártir, que ocupa o terceiro lugar, move-se sob a sábia orientação de Changam ou Melquisedeque de maneira ainda mais lenta.
Nosso querido Sistema Solar de Ors tem como vizinho o sistema solar chamado Baleooto.
O famoso cometa Solni, de vez em quando, costuma se aproximar perigosamente do resplandecente Sol Baleooto; por isso, este último já se viu obrigado, em muitas ocasiões, a gerar uma tensão elétrica muito forte para poder manter com firmeza sua trajetória cósmica habitual.
Essa tensão, como é muito natural e lógico, provoca uma tensão idêntica em todos os sóis vizinhos, entre os quais se encontra o nosso Sol, chamado Ors.
Essa é a lei de Solioonensius, que também se aplica aos planetas que giram em torno de seus respectivos sóis.
A Terra não pode ser uma exceção a essa lei de Soliomêncio. A terrível tensão elétrica provoca revoluções sangrentas e catástrofes apavorantes.
O Solioonensius manifestou-se duas vezes no antigo Egito dos faraós. Na primeira vez, o povo, em uma revolução sangrenta, escolheu novos governantes por meio de sangue e morte. A todos os governantes da classe que estava saindo do poder arrancaram os olhos.
Na segunda manifestação dessa lei cósmica, o povo egípcio, enfurecido de forma terrível, se levantou contra seus governantes e os matou, perfurando o corpo de cada um com um cabo sagrado; esse cabo foi então lançado ao Nilo. Aquele cabo parecia mais um colar gigantesco e macabro.
A Revolução Bolchevique também foi resultado da Lei de Solioonensius. No passado, sempre que a Lei de Solioonensius se manifestava, ocorriam grandes catástrofes sociais.
Os homens compreensivos aproveitam as leis de Silião para trilhar o caminho da realização íntima.
O sistema solar de Ors, visto de longe, parece um homem caminhando pelo infinito imutável.
Vale lembrar que o tempo de recepção de um ser comparável que olhe para o Sol é de oitenta anos.
Os astrônomos afirmam que nosso sistema solar de Ors está se dirigindo em direção à estrela Vega a uma velocidade de vinte quilômetros por segundo.
O fato concreto é que, em oitenta anos, deixando para trás toda a radiação brilhante de seu maravilhoso sistema, o Sol avança vitorioso, no espaço sagrado, aproximadamente 50.000.000.000 de km (cinquenta bilhões de quilômetros).
A esfera de radiação, a faixa de fogo ou o corpo longo e resplandecente do nosso sistema solar, em oitenta anos, é uma figura cinco vezes mais longa do que larga e tão bem proporcionada quanto o corpo humano em pé.
A atração exercida pelo Sol rege todos os movimentos do sistema solar, e quanto mais próximos dele estiverem os diversos planetas, é claro que maior terá de ser a velocidade para neutralizar com força a tremenda força de atração solar.
Os planetas que compõem a família cósmica solar variam em tamanho entre si, aumentando, em geral, desde o menor, o veloz Mercúrio, o mensageiro dos deuses, que está mais próximo do centro, até o poderoso Júpiter Trovejante, o Pai dos Deuses, a meio caminho entre o centro e a circunferência, e depois diminuindo novamente até o planeta mais externo conhecido, Plutão, que é um pouco maior que o veloz Mercúrio.
Após muitos anos de observação e experiência, pôde-se constatar que, quanto mais distantes são os planetas, tanto mais lentas são, sem sombra de dúvida, suas velocidades em torno do Cristo Sol; na verdade, essas velocidades diminuem dos cinquenta quilômetros por segundo de Mercúrio até os cinco de Netuno, o senhor da Sabedoria Oculta, o rei do mar.
O eixo do Sistema Solar de Ors, ou seja, o próprio Sol, gira em torno de um centro magnético interestelar ou Chakra cósmico. Essa rotação ocorre em um mês.
O veloz Mercúrio, o mensageiro celestial, completa sua órbita ao redor do Sol em três meses.
Vênus realiza sua dança ao redor do Sol em oito meses. A Terra completa sua órbita ao redor do Sol em doze meses.
A maravilhosa dança de Netuno, o rei do mar, ao redor do Sol, dura cento e sessenta e quatro anos.
A figura cósmica do Sistema Solar de Ors é extraordinariamente complexa e bela.
Os fragmentos planetários, transformados em múltiplas espirais de diversas intensidades e diâmetros, parecem uma série resplandecente de coberturas divinas que ofuscam o longo filamento quente e branco do Sol de Ors. Cada uma delas irradia esplendorosamente com calor e brilho próprios e característicos; o maravilhoso conjunto combinado é como uma teia de aranha misteriosa e sublime, tecida esplendidamente com as múltiplas trajetórias excêntricas de milhares de asteróides e cometas de cauda longa, resplandecendo com jatos de fogo e ressoando com uma música incrivelmente sutil e harmoniosa, baseada inteiramente nos três compassos do Mahavan e do Chotavan, que mantêm o Universo firme em sua marcha.
Na verdade, o Sistema Solar de Ors é uma criatura cósmica viva que surgiu há muitos milhões de anos na nona esfera (o sexo).
Todos os homens são semelhantes em estrutura e constituição; o mesmo ocorre com todos os sóis do espaço infinito.
O que distingue os homens uns dos outros é o grau de consciência; o que distingue os sóis é o grau de radiação.
Luz e Consciência são, no fundo, um mesmo fenômeno. Luz e Consciência obedecem às mesmas leis, aumentando ou diminuindo exatamente da mesma maneira.
No Caos, no Esperma Universal, encontra-se o projeto cósmico do homem e dos Sóis.
O autodesenvolvimento do cosmos-homem, ou do Sistema Solar, a iluminação e irradiação gradual de um ou de outro, é o grau de Consciência autogerada de qualquer Cosmos Solar, ou de qualquer cosmos-homem. Depende inteiramente do próprio ser individual.
Para que um homem tenha plena consciência de si mesmo, todas as suas partes devem adquirir plena consciência.
Para que um Sol se torne plenamente radiante, todos os seus planetas, seus órgãos cósmicos, devem ser plenamente radiantes.
A missão de todo o Universo e de todo Ser, desde o gigantesco Sol até a insignificante célula, é despertar a consciência.
O Sistema Solar de Ors se tornará cada vez mais resplandecente à medida que cada um de seus mundos, cada pessoa e cada célula viva for despertando sua consciência.
Todos os seres humanos do planeta Terra têm a consciência adormecida. É impossível experimentar o que é a Verdade enquanto a consciência estiver totalmente adormecida.
Existem quatro estados de consciência:
Primeiro: Sonho durante o estado de vigília.
Segundo: Sonho durante os momentos em que o corpo físico dorme.
Terceiro: Autoconsciência.
Quarto: Consciência objetiva desperta.
Normalmente, as pessoas vivem nos dois primeiros estados de consciência. As pessoas não sonham apenas quando o corpo físico está em repouso; elas continuam sonhando no chamado estado de vigília.
É muito raro encontrar um ser humano consciente, mas as pessoas acreditam firmemente que já têm a consciência desperta.
É impossível alcançar o conhecimento objetivo enquanto não se tiver alcançado a autoconsciência.
As pessoas vivem sonhando, trabalham sonhando e, no entanto, acreditam erroneamente que estão acordadas.
Durante o sono normal do corpo físico, o ego, envolto em seu corpo de desejos, vagueia pela região molecular como um sonâmbulo, sonhando; e, ao retornar ao corpo físico, ao voltar ao estado de vigília, os sonhos continuam dentro do indivíduo.
Quem desperta a consciência não sonha mais; vive desperto nos mundos internos enquanto seu corpo físico dorme.
À medida que as pessoas forem despertando sua consciência, o Sistema Solar de Ors se tornará cada vez mais resplandecente.
O Sistema Solar de Ors é o Adam Kadmon, o Homem Celestial nascido da água e do fogo na nona esfera (o sexo).
O Sistema Solar de Ors, o Homem Cósmico, precisa despertar plenamente em si mesmo, tanto na célula quanto no homem, para se tornar cada vez mais resplandecente.
CAPÍTULO IV CIÊNCIA ATÓMICA
O sistema solar de Ors, no qual vivemos, nos movemos e existimos, acaba sendo, no fundo, uma grande molécula que se desenvolve e se desdobra dentro desse organismo vibrante e espiralado que é a Via Láctea.
As diversas concepções científicas sobre os átomos são, no fundo, exclusivamente provisórias. A divisão atômica não significa, de forma alguma, um conhecimento absoluto sobre a estrutura do átomo, nem sobre o complexo mecanismo interno das moléculas, dos corpúsculos subatômicos e dos elétrons.
A concepção saturniana da estrutura atômica é muito empírica; qualquer opinião científica ou supracientífica acaba sendo excessivamente relativa e instável.
Nós, os gnósticos, afirmamos enfaticamente que, além dos prótons, elétrons, nêutrons etc., existem muitas outras partículas, ainda desconhecidas pela ciência oficial.
Dentro do núcleo atômico existe uma estrutura impressionante, absolutamente desconhecida pela ciência oficial.
Os cientistas já fragmentam o átomo para liberar energia nuclear, mas, na verdade, não sabem nada sobre a estrutura intracorpuscular do elétron.
À luz da nova cultura iniciada no mundo pelo Movimento Gnóstico, podemos considerar o elétron como uma cristalização primordial daquilo que os hindus chamam de Akasha, a matéria-prima da Grande Obra, a substância única da qual derivam, por meio de cristalizações encadeadas, as múltiplas substâncias, os diversos elementos da Natureza.
O elétron é, sem sombra de dúvida, uma cristalização primordial extraordinária de caráter supraatômico.
Todo átomo, todo elétron, tem sua origem no seio vivo do Akasha puro, a substância primordial, o Mulaprakriti dos hindus, o Caos, as Águas Seminais Universais do Gênesis, o eterno feminino, simbolizado por todas as divindades femininas das religiões antigas, a Grande Mãe, Ísis, Adônia, Insoberta, Reia, Cibele, Vesta, Maria, Tonantzín, etc.
Essa substância primordial, esse Akasha, essa matéria-prima da Grande Obra, é, sem sombra de dúvida, a Mãe Divina, Ísis, a adorável virgem de todas as religiões antigas, sempre cheia de graça.
O Pai, o Primeiro Logos, depositou nela toda a graça de sua sabedoria. O Filho, o Segundo Logos, depositou nela toda a graça de seu amor. O Espírito Santo, o Terceiro Logos, depositou nela toda a graça de seu poder ígneo.
Na verdade, no Universo existe apenas uma única substância básica que, quando se cristaliza, recebe o nome de Matéria e, quando não se cristaliza, quando permanece em seu estado fundamental, recebe o nome de Espírito Universal da Vida.
Ela inicia seus processos de condensação ou cristalização quando o Terceiro Logos, por meio da união sexual da palavra, a torna fecunda com o fogo flamejante.
Ela permanece em seu estado insípido, insubstancial e inodoro durante a noite cósmica, durante o grande Pralaya, quando o Universo que existiu já não existe mais.
Quando o Fogo a torna fecunda, o Cristo Cósmico, o Segundo Logos, penetra em seu ventre, o grande ventre, e nasce dela e nela para se crucificar nos mundos; por isso, ela é sempre representada com a criança nos braços. É Ísis com o menino Hórus nos braços, é Maria com o menino Deus nos braços, etc.
No ventre fecundo da Grande Mãe, sob o impulso do Terceiro Logos, surgem muitos campos de força nos quais as ondas daquilo que podemos chamar de pré-matéria se condensam em corpúsculos.
Os cientistas modernos não sabem nada sobre o mistério do núcleo atômico, que se acredita ser formado por prótons e nêutrons; não sabem nada de concreto sobre as forças nucleares.
Todo o material planetário é, cientificamente, constituído por átomos maravilhosos; sem sombra de dúvida, esses são as menores partículas dos elementos.
Todo átomo é um verdadeiro universo em miniatura. Todo átomo é um trio composto por matéria, energia e consciência.
O átomo é constituído por um núcleo — ou sol muito radiante — com carga elétrica positiva, em torno do qual giram, dançando alegremente, os elétrons planetários infinitesimais, com carga negativa.
O núcleo atômico é semelhante em todos os materiais, assim como o elétron; os elementos diferem entre si apenas pelo número de elétrons ligados ao núcleo e pelas variações correspondentes à sua carga.
O átomo é um verdadeiro sistema solar em miniatura. Exatamente como o Sol é para o sistema solar e o óvulo fertilizado para o corpo humano, assim é o núcleo atômico em relação a todo o universo atômico.
Fomos informados de que o diâmetro do núcleo atômico pode ser de um décimo milésimo do átomo inteiro.
E, assim como em Júpiter, nos dizem que seus elétrons podem ter um diâmetro equivalente a um décimo do diâmetro de seu núcleo; de modo que, em sua própria escala, eles circulam em uma imensidão de espaço tão gigantesca e profunda quanto aquela que abrange, em sua totalidade, o planeta Terra e os outros planetas do Sistema Solar de Ors.
A Natureza possui muitos elementos, e estes são atualmente classificados com base no número de elétrons, de 1 a 96. O hidrogênio, com um elétron, tem número atômico 1; o hélio, com dois elétrons, 2; e assim por diante, com apenas duas exceções: os elementos formados no seio da Grande Mãe acabam sendo, no fundo, diferentes cristalizações da substância primordial.
Na Natureza, existem sete categorias fundamentais de densidade entre os diversos elementos.
Cada elemento é sexualmente atraído por aquele que possui o número complementar de elétrons, da mesma forma maravilhosa que o sódio, com um elétron a mais, se sente sexualmente atraído pelo cloro, ao qual falta um, para formar sal.
Aquí tenemos al sexo… Aquí tenemos al macho y a la hembra de los elementos de la Naturaleza uniéndose sexualmente.
O metal positivo é irresistivelmente impelido a se unir sexualmente ao metaloide negativo, em proporção exata ao seu contraste. Trata-se de um extraordinário paralelismo platônico das almas gêmeas, que buscam sua metade complementar, da qual foram separadas na primeira criação.
O elemento ativo no Sol de Cristo é, sem sombra de dúvida, o hidrogênio em quantidade infinita.
O átomo de hidrogênio possui um único elétron que gira em torno de seu núcleo.
O átomo de hidrogênio encontra-se na fronteira entre a matéria no estado molecular e a matéria no estado eletrônico. O próximo estágio de sutilização do hidrogênio corresponde aos elétrons livres, à luz, às ondas magnéticas e ao estado espiritual.
Para criar um átomo de hélio e dois raios de sol, é preciso consumir quatro átomos de hidrogênio.
A energia sexual do Terceiro Logos flui avassaladoramente do centro de cada átomo, de cada galáxia e de cada sistema solar, unindo pólos opostos para novas criações.
Os átomos de hidrogênio se unem aos átomos de carbono para dar início à formação da luz.
Os átomos masculinos de hidrogênio, com um único elétron, bombardeiam os átomos femininos de carbono, com seis elétrons, dando origem aos átomos de nitrogênio, com sete elétrons.
Os átomos de nitrogênio, ao se unirem sexualmente a novos átomos de hidrogênio, transformam-se em átomos de oxigênio leve. Quando um átomo de oxigênio leve se encontra em plenitude, um elétron livre e uma certa quantidade de energia radiante escapam dele.
Depois disso, o resultado é um átomo pesado de nitrogênio que é novamente bombardeado sexualmente por hidrogênio; no entanto, desta vez obtém-se um resultado diferente. O próprio átomo de hidrogênio captura um dos elétrons do nitrogênio para formar um átomo de hélio com dois elétrons, enquanto o átomo de nitrogênio, com sete elétrons, se reduz ao átomo de carbono com seis elétrons com o qual começamos, pois o fim é sempre igual ao início mais a experiência do ciclo. Essa é a lei.
É assim que se fecha esse ciclo sexual do carbono. A luz solar se forma sexualmente na nona esfera (o sexo).
A grande luz solar é o resultado químico e matemático dos diversos processos sexuais atômicos do carbono.
Os átomos de hidrogênio constituem uma ponte entre o espírito universal da vida e a matéria de diferentes densidades.
A fissão do átomo, as explosões nucleares, liberam matéria abismal submersa, novos elementos atômicos terrivelmente malignos: neptúnio (93), plutônio (94), amerício (95) e cúrio (96).
Esse tipo infernal de substâncias atômicas terrivelmente malignas escapam do abismo com as explosões atômicas e atraem para a superfície da Terra e para a mentalidade das pessoas certas características psicológicas assustadoramente monstruosas.
A desintegração do átomo é uma blasfêmia, uma loucura científica que não só causa danos físicos a este mundo aflito, mas também monstruosidades psíquicas e mentais, abominações aterrorizantes de natureza infla-infernal, etc.
Se o ser humano estudasse melhor a energia solar e aprendesse a utilizá-la de forma inteligente, o combustível líquido seria eliminado e a conquista do espaço seria uma realidade, desde que houvesse uma conduta íntegra.
Onde quer que um raio de luz solar chegue, o homem também chega.
A energia solar é milhões de vezes mais potente do que a energia atômica.
Essa grande molécula, esse Sistema Solar de Ors, funciona maravilhosamente graças ao imenso potencial da energia solar.
CAPÍTULO V: A NONA ESFERA
A Terra é um organismo maravilhoso, repleto de intensa vitalidade cósmica. Na superfície da Terra existem rochas impressionantes, onde vivem felizes os gnomos, entre terra e areia.
O interior do planeta é desconhecido pela ciência oficial; na verdade, os cientistas sabem muito pouco sobre o interior do nosso mundo.
Diz-se que a temperatura aumenta progressivamente com a profundidade, na proporção de 1 °C.
As ondas geradas pelos terremotos no interior do planeta se comportam como se penetrassem em um meio líquido, mas como se atravessassem um sólido quando se propagam mais perto da superfície.
A camada superficial parece ser uma crosta com profundidade de cinquenta a sessenta quilômetros. Sobre essa maravilhosa crosta encontram-se os minerais, os solos, a areia e a água.
Sob essa formidável crosta, sobre a qual se desenvolveu toda a história da humanidade, existe outra camada com 3.500 metros de espessura, composta por magnésio, oxigênio e silício combinados em outra forma de rocha sólida.
Por enquanto, os cientistas não sabem nada sobre o núcleo da Terra; eles apenas acreditam que sua densidade e temperatura são muito elevadas e que ele tem, aproximadamente, 6.500 quilômetros de diâmetro.
Do ponto de vista esotérico, a Terra possui nove camadas e, na nona, encontra-se o símbolo do infinito.
É importante saber que o símbolo sagrado do infinito está localizado no coração da Terra, em seu núcleo vivo, e tem a forma de um oito colocado na horizontal.
No Santo Oito, no símbolo do infinito, estão simbolicamente representados o cérebro, o coração e o sexo do gênio da Terra.
Os dois círculos opostos do Santo Oito representam o cérebro e o sexo. O centro do Santo Oito é a sede simbólica do coração.
A luta é terrível: a razão contra o desejo, o desejo contra a razão; e o que é mais terrível e mais amargo é a luta entre coração e coração.
Todos os seres organizados que vivem na superfície da Terra estão estruturados de acordo com esse símbolo.
No centro do Santo Oito, existe um átomo central em torno do qual gravitam as doze esferas de vibração cósmica, entre as quais deve se desenvolver uma Humanidade Solar.
O feto permanece nove meses no útero materno e são necessárias nove eras para que nasça a humanidade planetária.
A nona esfera é o sexo. Na nona esfera encontram-se o fogo e a água, origem dos mundos, das feras, dos homens e dos deuses. Toda autêntica iniciação branca começa por aí.
Na nona esfera encontra-se a forja acesa de Vulcano; para lá desce Marte para reaquecer sua espada e conquistar o coração de Vênus, Hermes para limpar os estábulos de Augíias e Perseu para cortar a cabeça da Medusa com sua espada flamejante.
Desde os tempos antigos, a descida à nona esfera foi a prova definitiva para a dignidade suprema do Hierofante, Buda, Hermes, Jesus, Krishna, Dante, Zoroastro, Quetzalcóatl, Maomé, Moisés, etc.
O símbolo do infinito é um símbolo esotérico que só pode ser compreendido por meio do esoterismo.
Os grandes iniciados dizem que esse símbolo é feito de ouro puro e que se encontra exatamente no centro da Terra, na Nona Esfera.
De fato, no seio da Terra viva existem os maiores esplendores e as trevas mais densas.
Precisamos compreender os três aspectos do interior da Terra:
Primeiro aspecto: minerais, água, fogo, etc.
Segundo aspecto: Zona esotérica ultravioleta.
Terceiro aspecto: Zona infravermelha sombria.
As camadas subterrâneas da Terra representam o reino dos minerais (a litosfera) e o reino dos metais (a barisfera), que envolvem um núcleo de incrível densidade e inércia.
Nas dimensões superiores do espaço dentro do organismo planetário, existem nove esferas concêntricas superiores, a modo de regiões sublimes e inefáveis, habitadas por criaturas elementais, Mestres, Devas, etc.
Nas dimensões do espaço submerso infravermelho, existem, como esferas concêntricas, os mundos infernais, de densidade crescente, que, segundo Dante, conduziam a:
"Hacia el medio, en cuyo punto únense todas las sustancias pesadas… Ese punto, al cual de todas partes es arrastrada toda sustancia pesada".
Este é, portanto, o centro do coração da Terra, onde se encontra o máximo de densidade e gravidade, a sede fundamental de Satanás, o inferno.
Onde a luz brilha mais forte, ali também as trevas são mais densas; essa é a lei das analogias dos opostos.
No centro do coração da Terra está o trono de Satanás e o templo do gênio da Terra, o símbolo do infinito e os anjos e demônios em eterna batalha.
O núcleo da Terra apresenta, em si mesmo, três aspectos. Primeiro: o físico. Segundo: as regiões do ultravioleta. Terceiro: as regiões do infravermelho.
A Nona Esfera (o sexo), no centro da Terra e no homem, é o campo de batalha entre as forças da luz e as forças das trevas.
A chave secreta que nos permite entrar na nona esfera é o Arcano A.Z.F., o Sahaja Maithuna.
Vale lembrar que os símbolos de Shiva, o Terceiro Logos, são sempre o Lingam negro inserido no Yoni.
O importante é não ejacular o ENS SEMINIS durante o ato sexual, pois dentro do ENS SEMINIS está todo o ENS VIRTUTIS do fogo.
O Arcano A.Z.F. é a chave que nos permite abrir a nona porta.
CAPÍTULO VI: A ENERGIA SEXUAL
O sexo tem um ciclo de 84 anos e é regido pelo planeta Urano. Os pólos norte e sul do planeta Urano se alternam ciclicamente, apontando para o Sol.
Esses pólos são os fatores determinantes do maravilhoso ciclo de 84 anos da espécie humana.
Se o polo positivo masculino de Urano estiver voltado para o Sol, o impulso sexual masculino predomina na Terra.
Se o polo negativo feminino de Urano estiver voltado para o Sol, o impulso sexual feminino predomina na Terra.
Durante 42 anos, o sexo masculino prevalece; durante 42 anos, o sexo feminino reina soberano.
A história da pirataria, a era de Isabel, a exibição da masculinidade e as aventuras cavalheirescas representam claramente o ciclo sexual masculino.
Este ano de 1965, em que as mulheres se despem, predominam, mandam e acusam, aponta claramente para o horizonte sexual feminino.
O homem ou a mulher de meia-idade vivem, de fato, em um ambiente sexual oposto ao da infância; tal ambiente é, de fato, totalmente estimulante, o que explica com total precisão por que os sentimentos sexuais são, muitas vezes, mais vigorosos e intensos aos quarenta do que aos trinta.
O sexo, por si só, deveria ser a função criadora mais elevada; infelizmente, a ignorância reina soberana e a humanidade está muito longe de compreender os grandes mistérios do sexo.
Se estudarmos o livro dos céus, o maravilhoso zodíaco, podemos compreender que a nova Era de Aquário é regida pelo signo zodiacal de Aquário, o aguador.
O símbolo de Aquário é uma mulher com dois jarros cheios de água; ela tenta misturar habilmente a água dos dois jarros.
Esse símbolo nos lembra a alquimia sexual. Se, em Peixes, o homem era apenas escravo do instinto sexual simbolizado pelos dois peixes nas águas da vida, em Aquário ele deve aprender a combinar inteligentemente as águas da existência; deve aprender a transmutar as forças sexuais.
Aquário é regido por Urano, o planeta que rege as funções sexuais.
É incongruente e absurdo que alguns indivíduos isolados e certas escolas de caráter pseudo-esotérico rejeitem o Maithuna (a Magia Sexual) e, no entanto, tenham a pretensão de estar supostamente dando início à Nova Era.
Urano é cem por cento sexual, e na nova Era regida por esse planeta, o ser humano deve conhecer a fundo os mistérios do sexo.
Rejeitar o Maithuna (Magia Sexual) significa, na verdade, se posicionar contra o signo de Aquário, regido por Urano, o rei do sexo.
É importante lembrar que a energia mais sutil, mais poderosa e mais refinada que é produzida e conduzida de maneira maravilhosa pelo organismo humano é a energia sexual.
Ao analisarmos minuciosamente o poder surpreendente da energia sexual, chegamos à conclusão de que ela é extraordinariamente volátil e muito difícil de armazenar e controlar.
A energia sexual é como um depósito de dinamite: sua presença representa uma fonte formidável de enorme potencial, mas também um perigo constante de explosão catastrófica.
A energia sexual possui seus próprios canais de circulação, seu próprio sistema elétrico organizado.
Quando a energia sexual se infiltra no mecanismo de outras funções, pode então provocar grandes explosões, tremendas catástrofes biológicas, fisiológicas e psíquicas.
As manifestações violentas e destrutivas da energia sexual derivam de certas atitudes psicológicas negativas em relação ao sexo em geral.
A desconfiança, o medo do sexo, os preconceitos sexuais, a percepção cínica, brutal ou obscena do sexo, etc., obstruem os canais por onde circula a energia sexual e, assim, essa energia se desvia, infiltrando-se em outros canais, sistemas e funções, onde provoca catástrofes terríveis.
O caráter dessas catástrofes costuma ser multifacetado. Às vezes, apresenta aspectos de fogo que arde com fúria apaixonada; outras vezes, a amargura da réplica ofensiva, palavras que ferem, denúncias violentas, etc.
Tudo isso e milhares de assuntos repugnantes da espécie humana se devem justamente à infiltração da energia sexual em canais e funções diferentes.
As pessoas que desperdiçam a energia sexual em conversas obscenas de caráter sexual, assistindo a filmes pornográficos ou lendo romances indecentes tornam-se impotentes.
As pessoas que desperdiçam seu tempo debruçando-se miseravelmente sobre o ato sexual, sem cumprir suas funções sexuais, tornam-se impotentes; quando, na verdade, deixando de lado todo raciocínio, vão realizar o ato sexual, não conseguem, fracassam.
A imaginação e a razão, quando mal utilizadas, podem nos levar à impotência de natureza psicossexual.
A imaginação mórbida, o uso indevido da imaginação, esgota a energia sexual e, quando o indivíduo vai realizar o ato, ele fracassa, fica impotente.
Pensar demais sobre sexo leva à impotência; quem passa a vida inteira analisando o ato sexual sem praticá-lo, quando finalmente vai praticá-lo de verdade, tem que passar pela tremenda surpresa de descobrir que não consegue, que está impotente.
Ao chegar a esta parte do presente capítulo, nossos leitores não devem se assustar. Estudar os mistérios do sexo é urgente, mas abusar do raciocínio sexual, excluindo o ato sexual por um período muito longo e indefinido, causa impotência psicossexual.
Existem a subimaginação e a infraimaginação. Qualquer pessoa pode, se assim o desejar, contemplar com pureza outra pessoa do sexo oposto, mas a subimaginação e a infraimaginação podem nos trair nos níveis subconscientes da mente e nos levar à relação sexual em outros estados de consciência; o resultado costuma ser a poluição noturna com perda abundante do líquido seminal.
Chegam constantemente a esta Sede Patriarcal do Movimento Gnóstico, na Cidade do México, muitas cartas de pessoas que se queixam de ter sonhos eróticos, acompanhados de poluições noturnas.
Nós sempre respondemos aconselhando essas pessoas a praticarem o Maithuna, a Magia Sexual e o A.Z.F. (união sexual sem ejaculação do sêmen), como único remédio contra as poluições noturnas.
É claro que, com a prática diária do Maithuna, o ser humano se acostuma a conter o ato sexual para não derramar o sêmen; o resultado é que o indivíduo se acostuma tanto a esse esforço extra que, quando realiza o ato em sonhos, já por hábito, por instinto, se controla para evitar a ejaculação do líquido seminal, de modo que a poluição não ocorre.
O sexo e a imaginação estão intimamente ligados. É impossível alcançar a castidade absoluta se não transformarmos a imaginação em um espelho puro e sem a menor mancha.
É urgente transformar a subimaginação mecanicista e mórbida e a infraimaginação automática e lasciva na imaginação de uma criança recém-nascida.
Esse tipo de transformação só é possível com a ajuda especial da divina mãe Kundalini, a serpente ígnea de nossos poderes mágicos.
É preciso saber orar, saber implorar à serpente divina, pedindo-lhe o milagre de transformar a imaginação subjetiva e mecânica na imaginação de uma criança recém-nascida.
Somente ela, a Mãe Divina, a serpente sagrada, pode transformar a subimaginação mórbida e a infraimaginação bestial na imaginação inocente de uma criança recém-nascida.
Uma criança pequena pode contemplar uma bela mulher nua de forma pura e perfeita, sem sentir a menor luxúria. Na verdade, a menos que se seja como uma criança inocente, é impossível entrar no reino do esoterismo.
No mundo físico, algumas pessoas alcançaram a castidade perfeita e podem se dar ao luxo de contemplar o corpo nu de outra pessoa do sexo oposto sem sentir qualquer tipo de luxúria.
É claro que essas pessoas excepcionais acreditam ter alcançado a castidade absoluta nos outros territórios subconscientes da mente, sem suspeitar, nem mesmo remotamente, que a subimaginação e a infraimaginação subjetiva e mecanicista as traem abaixo dos limites da esfera intelectual.
Esse tipo de pessoa excepcional pode ter imaginação pura, mas ignora que a subimaginação e a infraimaginação acabam sendo terrivelmente libertinas em territórios desconhecidos para sua razão e para seu intelecto.
Quando esse tipo de pessoa é submetida a provas de castidade nos mundos superiores ou nos mundos submersos da natureza, quando é colocada em diferentes situações e momentos de natureza infraconsciente ou subconsciente, ela fracassa lamentavelmente.
Muitas pessoas nos escrevem pedindo um remédio para as poluições noturnas; sempre respondemos a esses pacientes recomendando-lhes a Magia Sexual, o Maithuna.
Aqueles que costumam conter o ato sexual para não ejacular o líquido seminal se curam das poluições noturnas.
Os sonhos mórbidos e lascivos devem-se à subimaginação mecânica e à infraimaginação de caráter erótico e automático.
Quando ligamos a televisão, várias cenas, imagens e figuras se sucedem automaticamente diante dos olhos do espectador.
A imaginação é como uma tela de televisão: qualquer estímulo sexual a aciona, não apenas na esfera intelectual, mas também nos outros territórios ocultos da mente.
Qualquer sonhador nos mundos internos pode ser afetado por representações de caráter mórbido. Essas representações provocam sonhos eróticos e poluições noturnas.
Se o sonhador estiver acostumado a reprimir o ato sexual, haverá, nesse caso, o sonho erótico, mas não haverá poluições noturnas.
Se o sonhador transformou a subimaginação e a infraimaginação na imaginação de uma criança inocente, então os sonhos eróticos se tornam impossíveis; eles desaparecem de forma radical, total e definitiva.
Se algum estudante de esoterismo fosse submetido a provas sexuais terríveis nos mundos internos, sem ter passado primeiro por períodos muito longos de magia sexual diária, é claro que fracassaria lamentavelmente, perdendo seu licor seminal em poluições noturnas.
Sem a Magia Sexual, sem o Maithuna, A.Z.F., é impossível avançar no caminho iniciático.
Quando a energia sexual é centrífuga, quando flui de dentro para fora, o resultado são as descargas seminais, as poluições noturnas.
Com o Maithuna, o arcano A.Z.F., a Magia Sexual, as diversas correntes de energia sexual invertem seu curso, tornam-se centrípetas e passam a fluir de fora para dentro.
As ejaculações, as poluições noturnas, tornam-se totalmente impossíveis quando a energia sexual flui do exterior para o interior.
A energia sexual contém em si mesma, em um nível molecular superior, o selo universal ou o projeto cósmico do homem verdadeiro; podemos fazer com que esse projeto se concretize em cada um de nós por meio da Magia Sexual.
Quem quiser alcançar a plena auto-realização deve descer à Nona Esfera e trabalhar com o fogo e a água, origem dos mundos, das feras, dos homens e dos deuses; toda autêntica iniciação branca começa por aí.
Existe uma relação íntima entre a energia sexual e a imaginação. A energia sexual é o fundamento básico da Auto-Realização Íntima.
Os Iniciados que trilham o caminho da lâmina afiada são submetidos a muitas provações sexuais nos mundos infraconscientes, inconscientes, humanos, sub-humanos e infra-humanos.
Se o iniciado não transformar a subimaginação mórbida e a infraimaginação mecânica e erótica na imaginação de uma criança recém-nascida e inocente, é claro que fracassará inevitavelmente em todas as provas sexuais.
É preciso saber que os Iniciados são colocados, nos mundos internos, em outros tempos, lugares, situações e estados de consciência sub-humanos, infra-humanos, diferentes, distintos, diversos, onde nem remotamente se lembram de seus estudos, do caminho, etc.
Agora nossos leitores compreenderão a necessidade urgente de transformar a subimaginação e a infraimaginação em imaginação consciente, objetiva e pura, como a de uma criança recém-nascida.
Agora nossos leitores compreenderão a íntima relação existente entre sexo e imaginação.
A energia sexual pode transformar o homem em um anjo ou em uma fera.
No mundo ocidental, há muitas pessoas que odeiam profundamente a Magia Sexual; essas pessoas justificam seu ódio absurdo com vários pretextos. Dizem que o Maithuna, a Magia Sexual, "supostamente" é apenas para os orientais e que nós, os ocidentais, não estamos preparados. Essas pessoas afirmam que, com esse ensinamento de sexo-ioga, o único resultado possível é uma safra de magos negros.
O interessante nisso tudo é que essas pessoas de mentalidade reacionária, conservadora, regressiva e retrógrada não dizem uma única palavra contra a fornicação, contra o adultério, contra a prostituição, contra o homossexualismo, o pedrerismo, a masturbação, etc., etc.; tudo isso lhes parece da mais pura normalidade e não têm o menor problema em desperdiçar miseravelmente a energia sexual.
Os ignorantes praticantes do pseudo-ocultismo reacionário desconhecem totalmente a doutrina secreta do Salvador do Mundo, o esoterismo cristão.
A reação pseudo-esotérica e pseudo-ocultista ignora que as seitas gnósticas cristãs primitivas praticavam o Maithuna, a Magia Sexual. O Maithuna sempre foi ensinado em todas as antigas escolas de mistérios ocidentais. O Maithuna era conhecido nos mistérios dos templários; nos mistérios dos astecas, maias, incas, chibchas, zapotecas, araucanos, toltecas, nos mistérios de Eleusis, nos mistérios de Roma, Mitra, Cartago, Tiro, nos mistérios celtas, fenícios, egípcios, druidas e em todas as seitas cristãs primitivas, tais como a seita dos essênios, que tinham seu convento às margens do Mar Morto e cujo membro mais ilustre foi o Divino Rabi da Galiléia.
O Maithuna, a Magia Sexual, é universal; é conhecido nos mistérios do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste do mundo, mas é rejeitado veementemente pelos pseudo-ocultistas reacionários, fornicadores e regressivos.
A pedra fundamental das autênticas e legítimas escolas de mistérios é o Maithuna, o Arcano A.Z.F., a Magia Sexual.
CAPÍTULO VII: A ATRAÇÃO DOS OPOSTOS
A energia sexual do Terceiro Logos harmoniza de forma esplêndida todas as funções do organismo humano.
A energia sexual não só é perfeita em si mesma, como também almeja a perfeição em tudo o que existe.
A energia sexual promove a harmonia e a sintonia entre todas e cada uma das funções específicas do organismo humano.
A energia sexual atua no maravilhoso laboratório do organismo humano, com o objetivo de proporcionar a ele seu máximo potencial e harmonia.
A energia criadora do Terceiro Logos busca sempre realizar de forma perfeita cada uma das maravilhosas funções fisiológicas, psicossomáticas e espirituais do ser humano.
A energia criadora do Terceiro Logos complementa, corrige as deficiências e realiza a obra completa.
Se considerarmos o homem, por si só, como um ser incompleto e a mulher como sua outra metade, chegamos, então, por dedução lógica, à atração amorosa entre os opostos.
As almas estão sedentas de amor, sempre em busca de sua outra metade, a alma gêmea da qual foram separadas desde o alvorecer da criação.
Ao longo da vida, sempre precisamos de outro ser que possa nos preencher, que possa suprir com total precisão o que nos falta, não apenas no aspecto fisiológico, mas também no psicossomático e no espiritual.
Cada uma de nossas funções físicas e psíquicas precisa de um complemento muito humano; essa é uma necessidade natural de todo ser vivo.
A combinação recíproca dos elementos da natureza, as uniões químicas, a combinação sexual de elementos opostos para alcançar um todo perfeito, constituem o fundamento vivo de tudo o que é, de tudo o que foi e de tudo o que será.
Está comprovado que os elementos químicos se atraem e se combinam harmoniosamente de acordo com o número complementar de elétrons.
Todo químico sabe muito bem, por meio da observação e da experiência, que, como a camada de elétrons perfeita é constituída por um determinado número de elétrons, o sódio, com um elétron a mais, se une sexualmente ao cloro, ao qual falta um elétron.
O que é surpreendente nisso tudo, o que é maravilhoso, é que o sódio, com seu elétron a mais, jamais poderia se combinar com outros álcalis formados de maneira análoga.
Por trás de todas essas maravilhas, de todos esses prodígios do amor, encontramos a união dos elementos e a pedra fundamental sobre a qual repousa toda a química.
Sem qualquer exagero, podemos afirmar que esse mesmo princípio da atração sexual entre opostos se aplica sempre, sem nenhuma exceção, à atração e ao casamento entre homens e mulheres.
Cada função orgânica e psíquica busca sempre se complementar, e o sentimento de indiferença, atração ou repulsa entre homem e mulher é o resultado exato de um cálculo sutil e extraordinariamente rápido, realizado silenciosamente.
O instinto sexual, mais rápido do que o pensamento, faz cálculos surpreendentes e sabe, com precisão matemática, se a pessoa do sexo oposto que temos à nossa frente possui todos os fatores de reciprocidade necessários para nos complementar.
No organismo humano, as diferentes glândulas e seus sistemas e funções associadas atuam em pares: algumas controlam os aspectos masculinos, enquanto outras controlam as funções femininas.
Existe uma maravilhosa troca de substâncias químicas entre as glândulas masculinas e femininas.
A dupla natureza masculina e feminina da glândula pituitária é algo que impressiona.
Todo cientista sabe muito bem que o lóbulo anterior da hipófise é masculino e que o posterior é feminino.
No interior do organismo humano, as glândulas masculinas e femininas coordenam harmoniosamente todas as funções biológicas.
Vênus e Marte controlam as glândulas pituitária e pineal. Enquanto Vênus, na pituitária, quer dormir, Marte, na pineal, quer continuar lutando.
No pescoço, essa mesma disputa entre Vênus e Marte se repete. Vênus controla a tireoide e Marte, a paratireoide.
A cortical e a medula das glândulas supra-renais representam sempre os aspectos masculino e feminino que levam à luta ou à fuga.
Essa união dos elementos sexuais masculino e feminino em cada uma das glândulas do organismo humano é sabiamente simbolizada nas imagens do tantrismo tibetano, onde cada deus aparece acompanhado por uma deusa ou Shakti feminina.
As tragédias do mundo são terríveis e cada homem e cada mulher, a partir dos quatorze anos de idade, está em busca de seu parceiro sexual.
Qualquer homem pode encontrar em alguma mulher seu complemento para uma determinada função específica, mas pode acontecer que somente em outra mulher ele encontre o complemento para seu centro de gravidade fundamental.
A mulher, nesse aspecto, não é uma exceção, e agora conseguimos entender melhor a trágica causa sexual dos famosos triângulos amorosos, que sempre terminam em divórcio ou em tiroteios.
Somente com a virtude, somente cumprindo o mandamento cristão de não cometer adultério, é que os triângulos amorosos fatais deixam de existir.
O ideal no amor é encontrar a outra metade, a outra meia laranja, a alma gêmea.
Somente a plenitude total e perfeita pode nos proporcionar felicidade inesgotável; infelizmente, isso é pedir demais, nós não merecemos tanto, todos nós estamos cheios de karma.
No que diz respeito à vida conjugal, pudemos constatar que, às vezes, é o homem quem toma a iniciativa e, outras vezes, é a mulher.
Em todas as famílias há quem conduza e quem seja conduzido; não se deve confundir isso com a questão de mandar e ser mandado.
Em termos astrológicos, diríamos que Vênus deve conduzir a Lua, Mercúrio a Vênus, Saturno a Mercúrio, Marte a Saturno, Júpiter a Marte e a Lua a Júpiter.
É claro que, para isso, é preciso saber qual é a estrela que guia nossa vida.
Essas combinações astrológicas, tal como as apresentamos aqui, significam atração mútua e perfeita compatibilidade sexual.
Qualquer outro tipo de relação sexual fora dessa ordem é absurdo e até mesmo ilegítimo, pois viola a natureza sexual dos envolvidos, causando-lhes profundas feridas psíquicas, muito difíceis de cicatrizar.
O homem mercuriano, que adora a bela venusina pelo amor e pela doçura que ela irradia, pode tirá-la de sua preguiça romântica e proporcionar-lhe a leveza mercuriana de que ela precisa.
A mulher jupiteriana, loucamente apaixonada pelo homem marciano, pode extinguir sua violência e canalizar sua energia de forma construtiva.
A atração entre os opostos tem sua origem em um modelo cósmico divino e inefável.
O tipo Lunar tende sempre a se aproximar do tipo Venusino, o tipo venusiano se move em direção ao mercuriano, o tipo mercuriano se move em direção ao saturniano, o tipo saturniano se move em direção ao marciano, o tipo marciano se move em direção ao jupiteriano e o tipo jupiteriano volta-se para o lunar.
Com base nessas maravilhosas combinações cósmicas, os tipos humanos podem se unir para estabelecer, na face da Terra, o Casamento Perfeito.
Os casais gnósticos que trabalham intensamente na Forja Ardente de Vulcano, dentro da Nona Esfera (o sexo), podem, por meio do Maithuna (magia sexual), conquistar o que o inimigo do sexo não consegue, mesmo que se declare vegetariano e se torture durante toda a vida levando uma vida de eremita.
No sexo reside a maior força capaz de libertar ou escravizar o homem.
CAPÍTULO VIII O HIDROGÊNIO SEXUAL SI-12
É urgente saber que, no Universo, existem doze hidrogênios básicos fundamentais.
Os doze hidrogênios básicos estão organizados de acordo com as doze categorias da matéria.
As doze categorias da matéria estão presentes em tudo o que foi criado; lembremo-nos dos doze sais do zodíaco, das doze esferas de vibração cósmica dentro das quais a humanidade solar deve se desenvolver.
Dos doze hidrogênios básicos derivam-se todos os hidrogênios secundários, cujas densidades variam de 6 a 12,283.
No gnosticismo, o termo “hidrogênio” tem um significado muito amplo. Qualquer elemento simples é, na verdade, um hidrogênio de determinada densidade.
O hidrogênio 384 está presente na água, o 192 no ar, e o 96 está sabiamente depositado no magnetismo animal, nas emanações do corpo humano, nos raios X, nos hormônios, nas vitaminas, etc., etc., etc.
Ya los hermanos de la gnose están muy familiarizados con los hidrógenos 48-24-12-6, debido a que los hemos estudiado en nuestros pasados Mensajes e Navidad.
O hidrogênio 48 corresponde ao cloro, Cl, com peso atômico 35; o hidrogênio 24 corresponde ao flúor, F, com peso atômico 19; o hidrogênio corresponde ao hidrogênio da química, com peso atômico 1.
O carbono, o nitrogênio e o oxigênio têm pesos atômicos de 12, 14 e 16. O hidrogênio 96 corresponde ao bromo, com peso atômico de 80; o hidrogênio 192 corresponde ao iodo, com peso atômico de 127.
Esse tema extremamente interessante sobre os hidrogênios pertence ao campo da química oculta ou química gnóstica e, como se trata de um assunto muito complexo, para o bem de nossos alunos, preferimos abordá-lo aos poucos, em cada uma de nossas mensagens de Natal.
Vamos agora estudar o famoso hidrogênio sexual SI-12, o maravilhoso hidrogênio criador que é sabiamente produzido na fábrica do organismo humano.
A comida inerte do prato passa, dentro do organismo humano, por muitas transformações, refinamentos e sutilezas, que ocorrem de acordo com a escala musical: DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI.
A alimentação passiva no prato começa com a nota DÓ; o quimo resultante da primeira etapa de transformação segue com a nota RÉ; o alimento altamente refinado que passa por osmose para a corrente sanguínea continua com a nota MI, e assim sucessivamente os processos continuam até que seja elaborado o melhor de todo o organismo: o maravilhoso elixir, o licor seminal, com seu hidrogênio 12 na nota SI.
O hidrogênio sexual SI-12 está presente no SÊMEN; é o poder criador do Terceiro Logos.
A primeira oitava musical, DÓ-RÉ-MI-FÁ-SÓ-LÁ-SI, corresponde exatamente à produção do hidrogênio sexual SI-12 no organismo humano.
Um choque muito especial por meio do Maithuna (Magia Sexual) permite que o hidrogênio sexual SI-12 passe para uma segunda oitava musical, DO-RE-MI-FA-SOL-LA-SI, cujo resultado é a cristalização do hidrogênio sexual SI-12 na forma extraordinária do Corpo Astral.
Esto es lo que se llama transmutar el plomo en oro.
Es urgente transmutar la carne y la sangre en el Cuerpo Astral.
Un segundo shock mediante el Maithuna (Magia Sexual) permite al hidrógeno sexual SI-12 pasar a una tercera octava musical DO-RE-MI-FA-SOL-LA-SI, cuyo resultado viene a ser la cristalización del hidrógeno sexual SI-12 en la forma extraordinaria del Cuerpo Mental (cuerpo de paraíso).
Un tercer shock mediante el Maithuna (Magia Sexual) permite al hidrógeno SI-12 pasar a una cuarta octava musical DO-RE-MI-FA-SOL-LA-SI, cuyo resultado es la cristalización del hidrógeno sexual SI-12 en la forma magnífica del Cuerpo de la Voluntad Consciente o Cuerpo Causal.
El hidrógeno sexual SI-12 es semilla o fruto y lo sorprendente es que cristaliza siempre en organismos de carne y hueso. Recordemos que el cuerpo físico es el resultado del hidrógeno sexual SI-12.
El Cuerpo Astral viene a ser también el resultado del acto especial Maithuna (unión del Phalo y el Útero sin derramar el semen).
El Cuerpo Astral es un cuerpo de carne y hueso, carne que no viene de Adam, pero carne, producto del hidrógeno sexual SI-12.
El verdadero Cuerpo Mental es el producto del Maithuna (Magia Sexual) y del hidrógeno sexual SI-12. Este es el cuerpo de paraíso, un cuerpo de perfección, un cuerpo de carne y hueso, pero carne que no viene de Adam.
El Cuerpo de la Voluntad Consciente, también llamado Cuerpo Causal, viene también a ser el resultado del acto sexual Maithuna sin derramar el semen.
El Cuerpo de la Voluntad Consciente o Cuerpo Causal resulta de la cristalización del hidrógeno SI-12.
El auténtico Astral, el verdadero Mental, el legítimo Causal, son los Cuerpos Solares, Los Cuerpos Existenciales Superiores del Ser.
Quien fabrica en la Novena Esfera los Cuerpos Existenciales Superiores del Ser, los Cuerpos Solares, puede y tiene todo el derecho de encarnar su Real Ser, su espíritu triuno inmortal, Atman-Buddhi-Manas o Espíritu Divino, Espíritu de Vida y Espíritu humano (Intimo-Alma Espiritual-Alma Humana).
Entonces, al llegar a estas alturas Iniciáticas se dice que ha nacido un nuevo hombre, el Hijo del Hombre, un nuevo Maestro del Día, un Maestro del Mahamvantara.
El cuerpo físico se sostiene con el hidrógeno 48, el excedente de este hidrógeno se convierte en hidrógeno 24, con el cual se alimenta el Cuerpo Astral.
El excedente del hidrógeno 24 se convierte en hidrógeno 12 (no se confunda con el hidrógeno sexual SI-12). El hidrógeno 12 sirve para alimentar el Cuerpo Mental.
El excedente del hidrógeno 12 se convierte en hidrógeno 6, con el cual se alimenta el Cuerpo de la Voluntad Consciente o Cuerpo Causal auténtico.
La creación de los Cuerpos Solares es cuestión del Maithuna, Magia Sexual, sin derramar el semen, y se realiza en la Fragua Encendida de Vulcano, en la Novena Esfera (el sexo). Este es un trabajo más amargo que la hiel; veinte o treinta años de conexión sexual diaria con una sola mujer y sin derramar jamás ni una sola gota de semen, sin permitir que el semen salga del organismo.
El Dos Veces Nacido, quien Nace en los mundos superiores como Maestro del Mahamvantara, quien sale de la Novena Esfera por haber completado su trabajo, nunca jamás puede regresar a la Novena Esfera, porque esto sería un crimen, sería similar al hijo que, después de haber nacido, quisiera meterse nuevamente entre la matriz de su madre.
El Dos Veces Nacido es hijo de la Madre Kundalini y si quiere progresar debe amar a su Madre Divina, jamás debe olvidarse de su Madre.
El Dos Veces Nacido queda prohibido del acto sexual para toda la eternidad y debe llegar a la castidad absoluta en todos los territorios de la mente.
CAPITULO IX LOS CUERPOS LUNARES
Todas las escuelas muy esotéricas y muy ocultistas fundamentan sus estudios en el Septenario Teosófico que a continuación damos:
SEPTENARIO TEOSÓFICO
1-. ATMAN (El Intimo).
2-. BUDDHI (El Alma Espiritual).
3-. MANAS SUPERIOR (Alma Humana).
4-. MANAS INFERIOR (Cuerpo Mental).
5-. KAMAS (Cuerpo de Deseos o Astral).
6-. LINGAM SARIRA (Cuerpo Vital).
7-. ESTULA SARIRA (El Cuerpo Físico).
Atman es el Señor, el Íntimo; Buddhi es el Alma Espiritual. Manas Superior es el Alma Humana.
El Intimo, el Señor, tiene dos almas; la primera es el Alma Espiritual (Buddhi), la segunda es el Alma Humana (Manas Superior, principio causal).
Las dos almas deben trabajar bajo la dirección del Señor, pero esto sólo es posible en los Maestros; mientras el Alma Humana trabaja, el Alma Espiritual juega.
El Alma Espiritual es femenina y el Alma Humana es masculina. En los Maestros el Alma Espiritual suele estar preñada con frutos que, cuando nacen, deben ser elaborados por el Alma Humana.
La gente se siente muy orgullosa con su cuerpo mental, porque con él razonamos, discutimos, proyectamos, etc., pero este cuerpo mental es lunar en un ciento por ciento y lo tienen todos los animales en estado residual.
La gente vive en el mundo de las pasiones animales y goza en los deseos pasionales, porque el vehículo emocional que poseemos es tan sólo un cuerpo lunar animal de deseos bestiales.
El cuerpo vital es el cuerpo tetradimensional, el Lingam Sarira de los indostaníes, el fundamento viviente de todas las actividades físicas, químicas, calóricas, perceptivas, etc.
Realmente el cuerpo vital es tan sólo la sección superior del cuerpo físico, la parte tetradimensional del cuerpo físico.
Dentro de los vehículos mental y de deseos, muchos clarividentes suelen ver una bella criatura de color azul eléctrico, muy hermosa, que confunden fácilmente con el Alma Humana o Cuerpo de la Voluntad Consciente (Cuerpo Causal).
Realmente, el animal intelectual no tiene todavía Cuerpo Causal. La bella criatura azul, que los clarividentes ven dentro de los vehículos lunares, es eso que en el Zen Buddhista llaman Buddhata, la esencia, una fracción de la sagrada Alma Humana… dentro de nosotros.
Ningún animal intelectual tiene Cuerpo Causal. Ningún animal intelectual tiene encarnada la Tríada inmortal. Si alguien encarnara su divina Tríada inmortal, dejaría inmediatamente de ser animal intelectual y se convertiría en Hombre.
Sólo fabricando los Cuerpos Solares podemos darnos el lujo de encarnar la divina Tríada inmortal; Atman-Buddhi-Manas.
Si queremos subir debemos primero bajar. Sólo bajando a la Novena Esfera podemos fabricar los Cuerpos Solares para encarnar la Tríada inmortal y convertirnos en Hombres.
Hoy por hoy, sólo somos animales intelectuales. Lo único que nos adorna es el intelecto, pero si se nos quitara el intelecto, seriamos animales muy inútiles, peores que los orangutanes y gorilas, criaturas idiotas, indefensas, bestiales.
El Buddhismo Zen considera a los cuerpos lunares como formas mentales que debemos disolver, reducir a polvo.
Los cuerpos lunares son propiedad común de todas las bestias, incluyendo la bestia intelectual equivocadamente llamada hombre.
Sólo fabricando los Cuerpos Solares podemos darnos el lujo de encarnar la Tríada inmortal para convertirnos en Hombres de verdad.
Los Cuerpos Solares son el resultado de un trabajo consciente, hecho sobre sí mismo.
Sólo bajando a la Novena Esfera podemos fabricar los Cuerpos Solares y encarnar la Tríada inmortal, para nacer en los mundos superiores como nuevos Maestros del Mahamvantara.
El animal intelectual vive durante las horas del sueño y después de la muerte en los mundos suprasensibles, con cuerpos lunares. Dichos cuerpos son fríos y fantasmales.
Los Cuerpos Solares son llamas vivientes, radiantes, sublimes. Recordad que los Ángeles, Arcángeles, Maestros, etc., usan Cuerpos Solares.
El auténtico Cuerpo Astral-Solar, es un vehículo de carne y hueso, pero carne que no viene de Adam, un cuerpo de incalculable belleza y suprema felicidad.
El legítimo Cuerpo Mental-Solar, es el cuerpo de paraíso, un cuerpo de carne y hueso, pero carne que no viene de Adam, un cuerpo de naturaleza femenina, receptiva.
El verdadero Cuerpo Mental-Solar está más allá del razonamiento, es un vehículo para comprender.
Aquellos que poseen el verdadero Cuerpo Mental, no necesitan aceptar ni rechazar, comprenden, y eso es todo.
El auténtico Cuerpo Mental-Solar tiene trescientos mil clanes o centros magnéticos, y cada clan debe vibrar al mismo tono sin esfuerzo alguno.
El Cuerpo Mental-Solar con sus trescientos mil clanes es formidable, maravilloso.
El adepto que posee un vehículo Mental-Solar plenamente desarrollado, recibe y comprende la verdad de momento en momento, sin el tremendo batallar del pensamiento.
El legítimo Cuerpo de la Voluntad Consciente le permite al adepto tener inmortalidad consciente.
El legítimo Cuerpo de la Voluntad Consciente le permite al adepto realizar acciones nacidas de la voluntad consciente, le permite al adepto determinar circunstancias.
Todo Maestro que ha nacido en los mundos superiores debe eliminar los cuerpos lunares, éstos sustituyen nuestro remanente animal que viene de los antiguos tiempos.
Los desencarnados comunes y corrientes vestidos con sus cuerpos lunares, parecen sonámbulos inconscientes, fríos, fantasmales, viviendo en el pasado.
El animal intelectual es lunar ciento por ciento y realmente no es verdadero hombre.
Sólo fabricando los Cuerpos Solares nos convertimos en Hombres Verdaderos.
CAPITULO X EL YO PLURALIZADO
Los autores que afirman la existencia de un Ego o Yo permanente e inmutable son equivocados sinceros de muy buenas intenciones.
Es urgente saber que dentro de nuestros cuerpos lunares-animales tenemos un yo pluralizado.
Cada sensación, cada emoción, cada pensamiento, cada sentimiento, pasión, odio, violencia, celos, ira, codicia, lujuria, envidia, orgullo, pereza, gula, etc., están constituidos por pequeños yoes que de ninguna manera se hallan ligados entre sí, ni coordinados de modo alguno.
No existe, no hay un yo íntegro, unitotal, sino una multitud de mezquinos, gritones y pendencieros yoes que riñen entre sí, que pelean por la supremacía.
A los monjes del monasterio del monte Athos les encanta hacerse conscientes de todos estos pequeños yoes, aprenderlos a manejar, pasarlos de un centro a otro, etc.
Los monjes se arrodillan, y elevando sus brazos con los codos doblados dicen: "Ego", en voz alta y prolongando el sonido, mientras a la vez procuran localizar el punto de su organismo donde resuena la palabra EGO (YO); el propósito de este ejercicio es sentir el Yo, pasarlo de un centro a otro a voluntad.
Los yoes que tenemos metidos dentro de los cuerpos lunares son verdaderos demonios creados por nosotros mismos.
Tal yo sigue automáticamente a tal otro yo y algunos aparecen acompañados de otros, pero no existe orden en todo esto, no hay verdadera unidad en esto, sólo existen asociaciones accidentales, pequeños grupos que se asocian en forma inconsciente y subjetiva.
Cada uno de estos pequeños Yoes sólo representa una ínfima parte de la totalidad de nuestras funciones, pero cree equivocadamente ser siempre el todo.
Cuando el animal intelectual equivocadamente llamado hombre, dice yo, tiene la impresión de que habla de él en su totalidad, pero en realidad sólo es uno de los pequeños yoes de la legión el que habla.
El yo que hoy está jurando fidelidad ante el ara de la Gnose, cree ser el todo, el único, el hombre completo, pero es sólo uno de los tantos yoes de la legión; cuando dicho yo cae de su puesto de mando, otro yo que es enemigo de la Gnose ocupa el lugar, y entonces el sujeto que parecía muy entusiasmado por la Gnose resulta entonces convertido en enemigo, atacando a nuestro movimiento, a nuestra doctrina, etc.
El yo que hoy está jurando amor eterno a una mujer tiene la impresión de ser el único, el amo, el hombre completo, y dice: Yo te adoro, yo te amo, yo doy la vida por ti, etc., pero cuando ese yo enamorado es desplazado por otro yo de su puesto de mando, entonces vemos al sujeto retirándose de la mujer, enamorado de otra, etc.
Todos estos pequeños yoes son verdaderos demonios que viven dentro de los cuerpos lunares.
Todos estos pequeños yoes se fabrican en los cinco cilindros de la máquina; esos cinco cilindros son: pensamiento, emoción, movimiento, instinto, sexo.
Ya en nuestro pasado mensaje de Navidad hablamos muy ampliamente de los cinco centros de la máquina orgánica.
Es lamentable que por falta de sabiduría, los seres humanos estén fabricando en los cinco cilindros de la máquina innumerables demonios, que se roban parte de nuestra conciencia y de nuestra vida.
Es también muy cierto y fuera de toda duda que a veces se meten dentro de los cuerpos lunares algunos demonios o yoes ajenos, creados por otras personas; esos yoes ajenos se roban parte de nuestra conciencia, se acomodan en cualquiera de los cinco cilindros de la máquina y se convierten por tal motivo en parte de nuestro Ego (Yo).
Realmente el animal intelectual no tiene verdadera individualidad, no tiene un centro de gravedad permanente, ni verdadero sentido de responsabilidad moral.
Lo único de valor, lo único importante que tenemos dentro de nuestros cuerpos lunares es el Buddhata, la sagrada esencia, el material psíquico que desgraciadamente es malgastado por las distintas entidades que en su conjunto constituyen el ego, el yo pluralizado.
Muchas escuelas pseudo-ocultistas y pseudo-esotéricas dividen al yo en dos, aseguran enfáticamente que tenemos un yo superior, divino, inmortal, y creen que dicho yo superior o ego divino debe controlar y dominar totalmente al yo inferior.
Esté concepto es totalmente falso, porque superior o inferior son dos secciones de una misma cosa.
Al yo le encanta dividirse entre superior e inferior. Al yo le gusta pensar que una parte de sí mismo es divina, eterna, inmortal. Al yo le gusta que lo alaben, que le rindan culto, que lo pongan en los altares, que lo divinicen, etc.
Realmente no existe tal yo superior, tal ego divino, lo único que tenemos dentro de los cuerpos lunares es la esencia y la legión del yo, eso es todo.
Atman, el Ser, nada tiene que ver con ningún tipo de yo. El Ser es el Ser y está más allá de cualquier tipo de yo.
Nuestro real Ser es impersonal, cósmico, inefable, terriblemente Divino.
Desgraciadamente, el animal intelectual no puede encarnar a su real Ser (Atman-Buddhi-Manas), porque tiene únicamente cuerpos lunares, y estos últimos no resistirían el tremendo voltaje eléctrico de nuestro verdadero Ser, entonces moriríamos.
Los demonios que habitan entre los cuerpos lunares no están presos dentro de dichos cuerpos animales, normalmente entran y salen, viajan a distintos lugares o ambulan subconscientes por las distintas regiones moleculares de la naturaleza.
Después de la muerte el yo pluralizado continúa entre los cuerpos lunares, proyectándose desde ellos a cualquier lugar de la naturaleza.
Los médium del espiritismo o del espiritualismo prestan sus materias o vehículos físicos a esos yoes de los muertos. Tales yoes, aunque den pruebas de su identidad, aunque demuestren ser el verdadero muerto invocado, no son el real Ser del fallecido.
El Karma de los médium en sus vidas posteriores es la epilepsia. Todo sujeto epiléptico en su pasada vida fue médium espiritista o espiritualista.
No todas las entidades que constituyen el ego (yo), retornan a este mundo para reincorporarse o renacer en un nuevo organismo. Algunas de esas entidades o pequeños yoes suelen separarse del grupo para ingresar a los mundos infiernos de la naturaleza o reino mineral sumergido, otras de esas entidades gozan reincorporándose en organismos del reino animal inferior, caballos, burros, perros, etc.
Los Maestros de la Logia Blanca suelen ayudar a algunos muertos distinguidos que se han sacrificado por la humanidad.
Cuando nosotros nos propusimos investigar a Pancho Villa, el gran héroe de la revolución mexicana, lo hallamos en los mundos infiernos obsesionado todavía con la idea de matar, amenazando con su pistola a todos los habitantes del submundo.
Sin embargo, este Pancho Villa del reino mineral sumergido no es todo. Lo mejor de Pancho Villa vive en el mundo molecular; ciertamente no ha alcanzado la liberación intermedia que permite a algunos desencarnados gozar de unas vacaciones en los distintos reinos moleculares y electrónicos de la naturaleza, pero permanece en el umbral, aguardando la oportunidad para entrar a una nueva matriz.
Eso que se reincorpora a aquél que fue Pancho Villa, no será jamás el Pancho Villa de los mundos infiernos, el terrible asesino, sino lo mejor del General, aquellos valores que se sacrificaron por la humanidad, aquellos valores que dieron su sangre por la libertad de un pueblo oprimido.
El desencarnado General, mejor dijéramos, los valores realmente útiles del General, retornarán, se reincorporarán, la gran Ley le pagará su sacrificio llevándolo hasta la primera magistratura de la nación.
Hemos citado al General Pancho Villa a modo ilustrativo para nuestros lectores.
Este hombre recibió especial ayuda debido al gran sacrificio por la humanidad.
Sin embargo, existen en el mundo personas que no podrían recibir esta ayuda, porque si se les quitase todo lo que tienen de animal y criminal, no quedaría nada.
Esa clase de bestias humanas deben entrar en las involuciones de los mundos de la naturaleza.
Cierto iniciado sufría lo indecible porque en los mundos infiernos fracasaba en todas las pruebas de castidad, a pesar de que en el mundo físico había alcanzado la perfecta castidad. Aquel iniciado se mortificaba, clamaba y suplicaba pidiendo ayuda superior a su propia Madre Kundalini.
Su Madre Divina le ayudó; ella, la serpiente ígnea de nuestros mágicos poderes, rogó por él, por su hijo, por el iniciado, y éste fue llamado a juicio ante los tribunales del Karma.
Los terribles señores del Karma lo juzgaron y condenaron al abismo, a las tinieblas exteriores donde sólo se oye el llanto y el crujir de dientes.
El iniciado, lleno de infinito terror, escuchó la espantosa sentencia, el verdugo cósmico levantó la espada y la dirigió amenazante contra el espantado hermano, pero sintió que algo se movía dentro de su interior y asombrado vio salir de sus cuerpos lunares a un yo fornicario, una entidad que había sido creada por él mismo en antiguas reencarnaciones; la perversa entidad fornicaria ingresó a las involuciones de los mundos infiernos y el iniciado se vio entonces libre de esas internas bestialidades que tanto le atormentaban.
Realmente, el ego es una suma de entidades distintas, diferentes. No existe un yo permanente e inmutable, lo único que existe dentro de nuestros cuerpos lunares es el yo pluralizado (legión de diablos).
CAPITULO XI EL KUNDALINI
Hablando sobre ocultismo oriental afirmamos que en materia de esoterismo Tántrico hay mucho material para investigar, estudiar, analizar.
En toda el Asia existen multitudes de escuelas que están de acuerdo con la virtud de la continencia y la no eyaculación del licor seminal; unas son partidarias del sistema de celibato o Bramacharya, otras del Maithuna o conexión sexual moderada y sin apego, pero desgraciadamente con orgasmo y eyaculación del precioso licor seminal.
Las legítimas escuelas Tántricas blancas de la India, China, Tíbet, Japón, etc., enseñan el Sahaja Maithuna (magia sexual) sin derramamiento del licor seminal.
En ciertas escuelas Tántricas muy incompletas de la India, el Sahaja Maithuna (magia sexual), sólo se realiza una sola vez en la vida, bajo la dirección del Gurú, quien vigila el despertar del fuego sagrado y orienta su ascenso inteligentemente a lo largo del canal medular, con pases magnéticos e imposición de manos.
Estamos informados de que antes de realizar este trabajo de sexo-yoga, tanto el Sadhaka como la Sadhaka pasan por una intensiva preparación en técnicas Hatha yoguísticas, Mudras, Bandhas, Kriyas, Pratyahara, Dharana, Dhyana, etc.
Para estos Yoguis Tántricos el Hatha y Raja Yoga están íntimamente relacionados y forman un todo único.
Todas estas prácticas de yoga conducen al yogui y a la Yoguina hasta la Maithuna (magia sexual); en este acto, según informaciones recibidas, se aplica el Khechari Mudra y Vajroli Mudra y, después de iniciada la danza de Shiva y Shakti, se sientan a meditar yogui y yoguina de espaldas uno contra el otro, espina dorsal contra espina dorsal, con el propósito de lograr un completo dominio mental y respiratorio emocional; después viene la conexión sexual en Siddhasana o Vajra Asana, o la Yoguina es elevada en los aires por unas vestales y el yogui se conecta con ella en Urdhva-Padma-Asana, para facilitar el Urdhvaratus, y absorben el semen que debe llegar hasta el cerebro.
Todas las informaciones recibidas del Indostán dicen que, después de lograda la inmovilidad de Manas, Prana y Apana, el yogui seminiza su cerebro y levanta el Kundalini definitivamente, pero esta práctica en la India es sólo para los Yoga-Avatares.
El Karma Kalpa de la India enseña todas las Asanas o posturas sagradas del Maithuna; es claro que muchas de esas posturas no sirven para el mundo occidental y otras son demasiado escandalosas.
Normalmente el yogui Indostán se sienta con las piernas cruzadas al estilo del Buddha y la Yoguina se sienta sobre las piernas del yogui, cruzando éstas en forma tal que el cuerpo del yogui queda envuelto entre las piernas de la Yoguina, entonces viene la conexión sexual, retirándose la pareja antes del espasmo para evitar la eyaculación del semen.
En la Edad Media, muchos gnósticos practicaban el Maithuna con vírgenes vestales y a esta práctica la llamaban Virgine Subintroductus (magia sexual).
El Virgine Subintroductus con vírgenes vestales, era formidable, se practicaba en forma de Carezza sin desflorarlas, acostado de lado el varón y sacerdotisa, venía la conexión sexual, el varón sub-introducía con sumo cuidado el Phalo, en la parte comprendida entre los labios vaginales y el himen, con el tiempo, el himen se tornaba elástico y la introducción llegaba a ser cada vez mas profunda y la mujer continuaba siendo virgen, así nunca perdía su virginidad, se conservaba virgen para toda la vida y con ella se realizaba el hombre, levantando el Kundalini por el canal medular.
Con el Maithuna el varón asimila a la mujer y la mujer al varón y así llega al estado de hermafrodita divino de los Elohim, al Teleios Antrophos.
La mejor Asana o postura sagrada del Maithuna es la normal, pecho contra pecho, frente contra frente, plexo contra plexo para formar un androginismo perfecto y luego hombre y mujer retirarse del acto sexual antes del orgasmo y de la eyaculación seminal.
El pseudo-esoterismo y el pseudo-ocultismo reaccionario suponen que se puede despertar el Kundalini mediante el Bramacharya o celibato forzoso.
Todos los iniciados de las escuelas auténticas de misterios, saben muy bien por experiencia directa, que resulta imposible lograr el despertar y desarrollo de los siete grados de poder del fuego sin las prácticas Tántricas.
Existen dos clases de Bramacharya (abstención sexual): Bramacharya solar y Bramacharya lunar.
El Bramacharya solar es obligatorio para todos aquellos que ya nacieron en los mundos superiores con los cuerpos solares, para aquellos que ya salieron de la novena esfera.
El Bramacharya lunar es practicado por muchos equivocados sinceros, por muchos ignorantes que nunca han trabajado en la novena esfera, que no han fabricado los cuerpos solares, que están sin auto-realización íntima.
El Bramacharya lunar (abstención sexual) de aquellos que no han fabricado los cuerpos solares, resulta perjudicial porque el sujeto se carga de terribles vibraciones, espantosamente malignas.
Entiéndase por vibraciones Veneniooskirianas las fuerzas sexuales centrífugas lunares. Este tipo de vibraciones tenebrosas suelen despertar el órgano Kundartiguador.
El Bramacharya lunar con sus terribles y malignas vibraciones Veneniooskirianas origina fanatismo y cinismo experto en alto grado.
Los infrasexuales degenerados odian y condenan a los gnósticos porque enseñamos los misterios del sexo.
Los infrasexuales degenerados se escandalizan de los misterios del sexo, pero jamás se escandalizan de sus lascivias, adulterios, fornicaciones, etc.
Quien quiera auto-realizarse sin el Maithuna (magia sexual) es seguro candidato para los mundos infiernos del reino mineral sumergido.
Existen tres clases de Tantrismo: blanco, negro y gris. En el tantrismo blanco se prohíbe la eyaculación del semen, en el tantrismo negro es obligatoria la eyaculación del semen, y en el tantrismo gris no se le da importancia a la eyaculación del semen, pero a la larga se convierte en negro.
Con el tantrismo blanco sube la serpiente por el canal medular a lo largo de la espina dorsal.
Con el tantrismo negro baja la serpiente, se proyecta desde el coxis hacia los infiernos atómicos del hombre, convirtiéndose en la cola de Satán.
El Kundalini tiene siete grados de poder del fuego. Sólo practicando el Maithuna diariamente y durante 20 ó 30 años se logra el desarrollo total del Kundalini.
La serpiente bajando, el órgano Kundartiguador, desarrolla los Chakras inferiores del bajo vientre y convierte al hombre en una bestia maligna terriblemente perversa.
La serpiente subiendo por el canal medular de la espina dorsal desarrolla todos los poderes divinos del ser humano.
Devi-Kundalini, la Serpiente Ígnea de nuestros mágicos poderes, es Isis, Adonía, Rea, Cibeles, Tonantzín, María, etc.
Los Cuerpos Solares se gestan entre el vientre de Devi-Kundalini, la Madre Divina.
Cuando el iniciado nace de entre el vientre de la Madre Divina en los mundos superiores, cuando sale de la novena esfera, ya queda prohibido de regresar a ella.
Los Dos Veces Nacidos entran a un templo secreto y si volvieran al sexo caerían, perdiendo todos sus poderes.
Todo iniciado que alcanza ese segundo nacimiento del que habló Jesús a Nicodemus se encuentra entonces con el problema de desintegrar el ego o yo pluralizado y eliminar los cuerpos lunares.
Si el iniciado no disuelve el yo pluralizado y elimina los cuerpos lunares se convierte en Hanasmussiano con doble centro de gravedad.
El Maestro secreto vestido con los Cuerpos Solares y el yo pluralizado vestido con los cuerpos lunares constituyen una doble personalidad, un problema muy grave que hay que solucionar.
Todo Hanasmussiano tiene dos personalidades internas, la primera solar, la segunda lunar.
El Maestro recién nacido tiene que eliminar la interna personalidad lunar si es que no quiere convertirse en Hanasmussiano.
Entre los Hanasmussianos más notables tenemos, el caso de Andrameleck. Existe el Andrameleck mago blanco y el Andrameleck terrible y espantoso mago negro, y sin embargo ambos sujetos tan diferentes y distintos constituyen un solo individuo.
Es claro que Andrameleck el tenebroso tendrá que involucionar en el reino mineral sumergido hasta volverse polvo, sólo así podrá libertarse la esencia, el Buddhata, el alma, para regresar al Andrameleck blanco, al Maestro secreto.
El Maestro recién nacido con sus Cuerpos Solares debe amar a su Madre Kundalini, adorarla, rendirle culto, sólo ella puede ayudarlo a eliminar las distintas entidades que en su conjunto constituyen el yo pluralizado.
En los mundos internos todo recién nacido Maestro es sometido a muchas pruebas esotéricas.
Esta clase de pruebas le permiten al recién nacido Maestro conocer a fondo todas las entidades subconscientes, sumergidas, que vienen de un remoto pasado y que constituyen su yo pluralizado.
Sólo la Madre Divina puede eliminar de los cuerpos lunares esas tenebrosas entidades que personifican nuestros defectos secretos y que vienen de un remoto pasado.
El iniciado debe comprender a fondo y en todos los terrenos de la mente cada defecto, mas es urgente saber que la mente no puede reducir a polvareda cósmica ningún defecto.
La mente lo único que puede hacer es controlar los defectos, esconderlos de sí misma, pasarlos de un terreno de la mente a otro terreno de la mente, etc.
Los cambios logrados por la mente son muy superficiales, no sirven, nosotros necesitamos cambios radicales y profundos, y eso es posible con ayuda de la Madre Kundalini, la Serpiente Ígnea de nuestros mágicos poderes.
En los distintos terrenos inconscientes, infraconscientes, etc., de nuestra propia mente, tenemos entidades que hacen, que ejecutan acciones totalmente opuestas a las que el iniciado está acostumbrado a ejecutar.
Esas entidades extrañas sumergidas son espantosamente fornicarias, adúlteras, criminales, perversas, y están metidas dentro de nuestros cuerpos lunares, pero no están presas dentro de esos cuerpos, salen, entran, viajan, se proyectan en todas las regiones moleculares de la naturaleza.
Si el iniciado está meditando, tratando de comprender, por ejemplo, el defecto de la lujuria para eliminarlo, mientras está en su trabajo, en los mundos internos resulta haciendo lo contrario, fornicando, adulterando, etc.
Esa clase de entidades actúan en las regiones subconscientes, sumergidas, en forma independiente y fuera de nuestra razón y de nuestra voluntad, pero no son entidades extrañas, ajenas, son yo mismo, mi mismo, sí mismo.
Cualquier recién nacido Maestro sufre lo indecible debido a que no puede controlar esas partes subconscientes de sí mismo, esas entidades sumergidas, Infraconscientes, inconscientes, etc., y no tiene más remedio que suplicar ayuda, pedir, clamar a la Madre Kundalini, la Serpiente Sagrada.
En esto de las pruebas esotéricas existe una didáctica cósmica. El iniciado es sometido una y otra vez a determinada prueba y, si falla, entonces necesita clamar, pedir ayuda a la divina Madre Kundalini, rogar a la Serpiente Sagrada que le extraiga, que le elimine de sus cuerpos lunares el yo psicológico o la entidad psicológica que personifica el defecto que le ha hecho fracasar en la prueba.
El iniciado es sometido a muchas pruebas esotéricas, algunas se relacionan con la ira, otras con la codicia, aquellas con la lujuria, con la envidia, pereza, gula, etc., pero siguiendo un orden, una didáctica especial.
El iniciado es colocado una y otra vez en circunstancias situacionales y tiempos diferentes donde ni remotamente se acuerda de sus estudios esotéricos, ni del camino, etc.
El trabajo de eliminar esas entidades que constituyen el yo pluralizado es más amargo que la hiel, y el iniciado sufre lo indecible en las pruebas, porque en las regiones subconscientes, inconscientes, infraconscientes, etc., el iniciado resulta fornicando, adulterando, cometiendo delitos que jamás cometería en el mundo físico ni por todo el oro del mundo. Sólo la Madre Kundalini, sólo la Divina Madre puede ayudar al iniciado en este trabajo de echar entidades sumergidas en los mundos infiernos.
Cuando los cuerpos lunares quedan vacíos, cuando el yo pluralizado ya no habita en ellos, entonces viene un trance místico y el iniciado permanece tres días en los mundos internos.
Durante estos tres días el cuerpo queda como muerto y, cuando el iniciado regresa a este cuerpo físico, viene con sus cuerpos solares, ya no tiene los cuerpos lunares; los adeptos superiores le ayudan quitándole esos vehículos que luego poco a poco se van desintegrando en el mundo molecular.
El iniciado con sus cuerpos solares está totalmente auto-realizado, es un Maestro del Día, un Maestro del Mahamvantara con poderes sobre la vida y la muerte, sobre todo lo que es, sobre todo lo que ha sido, sobre todo lo que será.
Quien haya estudiado la historia de la magia sabe muy bien que en todas épocas se dijo que los grandes iniciados duraban tres días muertos y que al tercer día resucitaban.
En ciertos templos secretos se ponía la lanza sobre el pecho del místico y este caía en trance; a los tres días el cuerpo era colocado con la cabeza hacia oriente, para la resurrección. Lo que el iniciado aprendía en los mundos internos durante esos tres días corresponde a los Misterios.
CAPITULO XII EL OPIO, EL YO, EL SUBCONSCIENTE
El opio tiene algo más de cuatrocientos elementos activos, pero los químicos sólo conocen cuarenta y dos elementos. A continuación mencionamos esos cuarenta y dos elementos:
1-Morfina
2-Protopina
3-Lantopina
4-Porfiroksina
5-Opio o Nicotina
6-Paramorfina o Tebaína
7-Formina o Pseudoformina
8-Metamorfina
9-Gnoskopina
10-Oilopina
11-Atropina
12-Pirotina
13-Delteropina
14-Tiktoutina
15-Kolotina
16-Khaivatina
17-Zoutina
18-Trotopina
19-Laudanina
20-Laudanosina
21-Podotorina
22-Arkhatosina
23-Tokitoxina
24-Liktonozina
25-Makanidina
26-Papaverina
27-Krintonina
28-Kodomina
29-Kolomonina
30-Koilononina
31-Katarnina
32-Hidrokaternina
33-Opianina (Mekonina)
34-Mekonciozina
35-Pistotorina
36-Fykhtonozina
37-Codeína
38-Nartaeina
39-Pseudo-codeína
40-Microparaína
41-Microtebaína
42-Messaina
El opio en general o algunos de sus elementos activos suelen ser utilizados por los drogadictos y viciosos de todo tipo para fortalecer las malas consecuencias del abominable órgano Kundartiguador (cola de Satán).
Es urgente saber que, debido a una lamentable equivocación de ciertos individuos sagrados, en un remoto pasado todos los seres humanos tuvieron desarrollado el abominable órgano Kundartiguador (cola de Satán).
Más tarde, esos individuos sagrados le quitaron a la humanidad el abominable órgano Kundartiguador, guardando inteligentemente el fuego sagrado en el Chakra coxígeo, iglesia de Éfeso, Muladhara, centro magnético situado en el hueso coxígeo, base de la espina dorsal.
Las malas consecuencias del órgano Kundartiguador están constituidas por esa legión de diablos que toda persona carga dentro de sus cuerpos lunares.
Mendeléiev reunió y puso en lista todos los nombres de los elementos activos del opio, clasificándolos inteligentemente de acuerdo con sus pesos atómicos.
La sagrada ley del Heptaparaparshinokh, la ley del Siete, gobierna las siete cristalizaciones básicas fundamentales del opio.
Es urgente saber que a las siete cristalizaciones básicas del opio les corresponden otras siete, y a esas siete, otras siete, y son por todas 49 cristalizaciones desconocidas por la ciencia oficial.
Las siete propiedades independientes del opio, las siete cristalizaciones fundamentales, tienen siete propiedades subjetivas definidas que se corresponden con siete estados subjetivos del subconsciente humano.
Las siete veces siete cristalizaciones del opio se corresponden con siete veces siete estados subjetivos del opio, y con siete veces siete estados subconscientes del ser humano.
En nuestro pasado mensaje, 1964-1965, ya hablamos ampliamente sobre el opio en relación con los colores y los sonidos, hoy sólo nos proponemos estudiar la relación del opio con los estados subjetivos y el subconsciente humano.
Si queremos destruir las malas consecuencias del abominable órgano Kundartiguador dentro de nosotros mismos, necesitamos primero comprender que esas malas consecuencias se procesan en cada uno de los cuarenta y nueve estados subconscientes del ser humano.
Es necesario aclarar que dentro de esos cuarenta y nueve estados subconscientes del ser humano incluimos los llamados estados infraconscientes, inconscientes, etc.
Todos los diablos o pequeños yoes que se forman en los cinco cilindros de la máquina humana son las pésimas consecuencias del abominable órgano Kundartiguador.
Ya lo hemos dicho, y lo volvemos a repetir, que los cinco cilindros de la máquina humana son: Intelecto, Emoción, Movimiento, Instinto y Sexo.
En estos cinco cilindros de la máquina humana quedaron, para desgracia nuestra, las malas consecuencias del abominable órgano Kundartiguador.
Los viciosos del opio, los drogadictos, fortalecen desgraciadamente dentro de sus cinco cilindros de la máquina las pésimas consecuencias del abominable órgano Kundartiguador.
En los cuarenta y nueve terrenos del subconsciente humano viven los pequeños yoes que en su conjunto constituyen eso que se llama ego, yo, mi mismo, sí mismo.
El material atómico es diferente en cada uno de los cuarenta y nueve terrenos subconscientes del ser humano.
Cualquier defecto puede desaparecer de la región intelectual pero eso no significa que por ello el demonio que lo personifica haya dejado de existir, dicho demonio con el defecto que lo caracteriza continúa como una segunda unidad en la segunda región subconsciente.
Cualquier defecto puede desaparecer de la segunda región subconsciente pero continúa existiendo como una tercera unidad en la tercera región subconsciente, y así sucesivamente.
Existen siete unidades primarias, y dentro de esas siete existen siete unidades subconscientes secundarias; dentro de éstas existen siete unidades independientes terciarias, y, en todo esto, existen procesos de relación mutua, influencia mutua, etc.
Esto explica el por qué de la didáctica en las pruebas cósmicas: Sí un iniciado sale victorioso en una determinada prueba de lujuria en el mundo físico, puede fracasar en la misma prueba como unidad subconsciente secundaria o terciaria.
Un iniciado puede salir victorioso en pruebas de lujuria en 48 regiones subconscientes y fracasar en la región cuarenta y nueve.
Las distintas entidades o yoes que habitan en las cuarenta y nueve regiones que se corresponden con los cuarenta y nueve estados subjetivos del opio, suelen cometer crímenes que horrorizan, aun cuando el iniciado sea en el mundo físico todo un santo.
Las entidades subconscientes, los yoes que constituyen el ego, son verdaderos demonios independientes que se han robado parte de nuestra conciencia y que hacen todo lo contrario de lo que nosotros queremos.
Si en el mundo físico nos proponemos no fornicar, en las regiones subconscientes secundarias, terciarias, cuaternarias, etc., hacemos exactamente lo contrario; allí se fornica aun cuando en el mundo físico el iniciado haya llegado a la perfecta castidad.
Lo más grave es ese estado de auto-independencia con que actúan y viven esos yoes sumergidos subconscientes.
Lo más grave es no poder decir: Esas entidades son algo extraño, distinto. Realmente esas entidades son Yo Mismo.
Muchos iniciados salen victoriosos en treinta o cuarenta regiones cuando se les somete a pruebas en tal o cual defecto, pero en las otras regiones subconscientes fracasan lamentablemente.
Es claro que mientras esas entidades subconscientes, sumergidas, continúen existiendo en las cuarenta y nueve regiones subconscientes, nuestros defectos continúan existiendo.
Es urgente comprender cada defecto, no solamente en el nivel intelectual, sino también en cada uno de los cuarenta y nueve departamentos subconscientes de la mente.
El problema más grave surge en nosotros cuando a pesar de haber comprendido un defecto en todos los cuarenta y nueve terrenos subconscientes de la mente, fracasamos al ser sometidos a pruebas.
La prueba fracasada viene a indicarnos que todavía tenemos el defecto que queremos aniquilar.
Es claro que, si el Yo que personifica ese defecto que queremos desintegrar continúa existiendo dentro de cualquiera de las regiones subconscientes, el resultado es el fracaso en las pruebas.
Sólo la Madre Kundalini, la serpiente ígnea de nuestros mágicos poderes, puede ayudarnos en este caso, extrayendo, sacando de nuestros cuerpos lunares el defecto en persona, es decir, el yo que lo personifica.
Sin la Madre Divina se hace imposible extraer de las regiones subconscientes profundas los escondidos defectos personificados en los pequeños yoes sumergidos subconscientes.
Kundalini es una palabra compuesta que se divide en dos: Kunda, que nos recuerda el abominable órgano Kundartiguador; Lini, quiere decir fin.
Kundalini quiere decir fin del órgano Kundartiguador; con el Kundalini terminan las pésimas consecuencias del abominable órgano Kundartiguador. Ya dijimos y lo volvemos a repetir que en el yo pluralizado están personificadas esas malas consecuencias del mencionado órgano tenebroso.
Quien quiera disolver el yo pluralizado debe dejar el amor propio y la sobre-estimación de sí mismo. Quienes viven muy apegados de si mismos, quienes se quieren demasiado a si mismos, jamás podrán disolver el yo pluralizado.
La vida practica, la convivencia social, es el espejo de cuerpo entero donde podemos auto-descubrirnos. En convivencia social nuestros defectos escondidos saltan fuera, afloran espontáneamente, y si estamos en estado de alerta, entonces los vemos, los descubrimos.
Todo defecto escondido debe ser sometido a terribles análisis intelectuales y luego de haberlo comprendido profundamente, entonces hay que investigar y comprenderlo por medio de la meditación en todos los terrenos del subconsciente de la mente.
La comprensión lleva al iniciado a regiones subconscientes donde somos como hojas que lleva el viento, impotentes, incapaces de eliminar el defecto descubierto; entonces necesitamos pedir auxilio a la Divina Madre Kundalini, sólo Ella puede extraer de entre las profundidades subconscientes el demonio que personifica tal defecto, ella nos auxilia y arroja a los mundos infiernos a la entidad sumergida que personifica el defecto que queremos reducir a polvo.
Las entidades subconscientes sumergidas de nuestros defectos deben entrar poco a poco a los mundos infiernos con la ayuda de la Madre Divina Kundalini.
Las gentes codician virtudes, sin comprender que la codicia de cualquier tipo fortifica al yo pluralizado, y muchas son las personas que se auto engañan codiciando no ser codicioso.
Muchas son las personas que codician la virtud de la dulzura. No quieren comprender esas pobres gentes que sólo comprendiendo todos los procesos de la ira en todos los departamentos subconscientes, nace en nosotros la virtud de la dulzura.
Muchas son las gentes que codician la virtud de la castidad, no quieren entender esas gentes que sólo comprendiendo todos los procesos de la lujuria en todos los departamentos subconscientes, nace en nosotros la virtud de la castidad.
El orgullo suele disfrazarse con la túnica de la humildad, y son muchas las personas que codician la virtud de la humildad, sin comprender que sólo haciendo la disección al orgullo en todos los niveles subconscientes de la mente nace en nosotros, en forma natural y sencilla, la flor exótica de la humildad.
La envidia es el resorte secreto de toda la maquinaria social y son muchas las gentes que codician la virtud de la alegría por el bien ajeno, no quieren entender esas gentes que sólo comprendiendo los procesos infinitos de la envidia en todos los departamentos subconscientes de la mente, nace en nosotros la virtud de la alegría por el bien ajeno.
Muchos perezosos codician la virtud de la actividad, pero no quieren entender que sólo comprendiendo los procesos de la pereza en todos los terrenos de la mente, nace en nosotros la diligencia, la actividad.
Muchos glotones codician la virtud de la continencia, de la templanza, pero no quieren darse cuenta que sólo comprendiendo los procesos de la glotonería en los distintos pasillos y recovecos de la mente nace en nosotros, en forma natural y espontánea, la necesidad de comer poco y de ser mesurado en el beber.
La ira suele disfrazarse con la toga del juez o con la sonrisa amarga. Existen muchas gentes que no codician dinero, posición social, etc., pero codician virtudes, honores, el cielo, poderes psíquicos, etc.
Existen personas terriblemente castas en el nivel intelectual, pero espantosamente fornicarias en las distintas regiones subconscientes.
La fornicación suele disfrazarse con el piropo a la muchacha que pasa por la calle, o con la conversación "dizque" muy seria con la persona del sexo opuesto, o con el pretexto de amor a la belleza, etc.
Existen muchas gentes que no envidian dinero, posiciones sociales, puestos, honores, cosas, pero envidian a los santos, codician sus virtudes para llegar también a ser santos.
Existen gentes que visten humildemente, pero tienen sublimes orgullos, presumen de sencillez, no hacen ostentación de nada y esconden su orgullo no solamente de los demás sino también de si mismos.
Algunos glotones disfrazan su glotonería con aire de gente sencilla de domingo y día de campo, otros tratan de justificar su defecto diciendo que necesitan alimentarse bien para trabajar, etc.
Cada defecto es multifacético y en las regiones subconscientes se halla representado por múltiples entidades subjetivas o pequeños yoes, que viven dentro de nuestros cuerpos lunares y se proyectan en las regiones o terrenos subconscientes de la mente.
Sólo mediante la comprensión de fondo y con ayuda de la Madre Divina Kundalini podemos eliminar esos yoes de nuestros cuerpos lunares.
El iniciado, con la ayuda de la Madre Divina, necesita no solamente eliminar el deseo, sino también la sombra del deseo y hasta el recuerdo de tal sombra.
Las gentes confunden la pasión con el amor; es muy difícil hallar en la vida una pareja de verdaderos legítimos enamorados. Lo único que existe en el mundo son las parejas de apasionados. La pasión se disfraza con los ropajes del amor y habla delicias y cosas de paraíso.
Es posible que existan en el mundo algunas parejas de verdaderos enamorados que se amen y se adoren, pero esa clase de casos tenemos que buscarlos con la linterna de Diógenes.
Cualquier apasionado puede jurar que está enamorado, que está amando, y hasta casarse y vivir muchos años, o toda la vida, convencido de que está enamorado, engañado totalmente con el veneno de la pasión.
La gente común y corriente difícilmente admitiría estas afirmaciones, pero todo iniciado viene a saber esto y comprenderlo cuando está sometido a rigurosas pruebas en los distintos terrenos subconscientes.
El camino de la luz es muy angosto, estrecho y difícil, por algo se le llama la Senda del Filo de la Navaja.
En el círculo esotérico o público de la humanidad existen muchas personas que estudian pseudo-ocultismo, pero es muy raro hallar una persona seria que de verdad esté resuelta a trabajar por su auto-realización íntima.
En la práctica hemos podido evidenciar que a la gente lo único que le interesa es divertirse, y han hecho de todo esto una nueva forma de diversión.
Por doquiera abundan los mariposeadores que hoy están en una escuela y mañana en otra, que hoy escuchan a un conferencista y mañana a otro, que hoy se entusiasman con una enseñanza y mañana con otra.
Todos los mariposeadores que hemos conocido pierden su tiempo lamentablemente y mueren sin haberse autorrealizado.
Dentro de la mente existe el centro acumulativo, el centro que sólo quiere acumular teorías, datos, diversiones, etc.; dicho centro es el yo pluralizado.
Las distintas entidades del yo gozan acumulando, quieren divertirse; cuando una de esas entidades se entusiasma por la senda del filo de la navaja, es pronto desplazada por otra entidad que no quiere nada con esta senda, y entonces vemos que la persona ingresa a otra escuela, abandonando el camino.
El yo pluralizado es el peor enemigo de la autorrealización íntima; lo más grave es la forma sutil del engaño. Quien abandona la senda del filo de la navaja cree firmemente haber salido del error y haber encontrado el verdadero camino.
Todo estudiante gnóstico que quiera verdaderamente adquirir un centro permanente de conciencia, para tener continuidad de propósitos y lograr la auto-realización íntima, debe disolver el yo pluralizado, eliminar de sus cuerpos lunares las distintas entidades subconscientes, sumergidas, que se fabrican de momento en momento en los cinco cilindros de la máquina.
Sólo desegoistizándonos nos individualizamos y sólo poseyendo una verdadera individualidad dejamos de mariposear, adquirimos seriedad y continuidad de propósitos.
Es necesario dejar el perogrullo de creernos santos, porque en este mundo es muy difícil hallar un santo.
Todos nosotros tenemos los mismos defectos, y, quienes no tienen un determinado defecto en una dirección, lo tienen en otra, todos nosotros parecemos cortados con las mismas tijeras.
No debemos olvidar la íntima relación que existe entre los cuarenta y nueve estados subconscientes del opio, y los cuarenta y nueve estados subjetivos del animal intelectual llamado hombre.
La naturaleza habla por todas partes, y los siete veces siete estados subjetivos del opio se encuentran dentro del hombre.
Necesitamos reducir el yo a polvo, y esto sólo es posible a base de comprensión de fondo y con ayuda de la Divina Madre Kundalini, la serpiente ígnea de nuestros mágicos poderes.
CAPITULO XIII EL COLLAR DEL BUDDHA
En el momento de la muerte, dice el libro tibetano de los muertos, "los cuatro sonidos llamados sonidos que inspiran terror sagrado se escuchan: El de la fuerza vital del elemento tierra, un sonido como el derrumbamiento de una montaña; el de la fuerza vital del elemento agua, un sonido como el de las olas del océano, el de la fuerza vital del elemento fuego, un sonido como el incendio de una selva; el de la fuerza vital del elemento aire, un sonido como el de mil truenos reverberando simultáneamente. El lugar a donde uno se refugia huyendo de estos ruidos es la matriz".
El estado intelectual común y corriente de la vida diaria no es todo, el libro tibetano de los muertos dice: "Oh noble hijo, escucha con atención y sin distraerte. Hay seis estados transitorios de Bardo que son: El estado natural del Bardo durante la concepción; el Bardo del estado de los ensueños; el Bardo del equilibrio estático en la meditación profunda; el Bardo del momento de la muerte; el Bardo del equilibrio y de la experiencia de la realidad, y el Bardo del proceso inverso de la existencia Samsaria (recapitulación retrospectiva de la vida que acaba de pasar). Tales son los seis estados".
Con este exótico término Bardo, los iniciados tibetanos definen inteligentemente esos seis estados concientivos diferentes, distintos, al estado rutinario intelectual común y corriente de la vida diaria.
Todo el que muere tiene que experimentar tres Bardos: El Bardo del momento de la muerte, El Bardo de la experiencia de la realidad y el Bardo de la búsqueda del renacimiento.
Existen cuatro estados de materia dentro de los cuales se desarrollan todos los misterios de la vida y de la muerte.
Existen cuatro círculos, cuatro regiones, dentro de las cuales están representados todos los mundos y los tiempos de la materia en estado mineral, materia en estado celular, materia en estado molecular, materia en estado electrónico. Estos son los cuatro viejos mundos: el infierno, tierra, paraíso y cielo.
Todo desencarnado debe esforzarse por alcanzar la liberación intermedia, un estado semejante al del Buddha, en el mundo de los electrones libres.
Es urgente saber que la liberación intermedia es la felicidad sin límites entre la muerte y el nuevo nacimiento.
En las regiones moleculares y electrónicas existen muchas naciones, o reinos de inmensa dicha, donde puede internamente nacer todo desencarnado si la ley del Karma se lo permite.
Aquellos que tienen buen Dharma, aquellas personas que han hecho muy buenas obras, pueden darse el lujo de unas buenas vacaciones entre la muerte y el nuevo nacimiento.
Quien ha hecho muchas obras buenas puede nacer milagrosamente, antes de su reincorporación en la tierra, en el reino dichoso del oeste, a los pies del Buddha, habitar entre las flores del loto o en el reino de la suprema dicha, o en el reino de la densa concentración, o en el reino de los largos cabellos, o en el reino de Maitreya, etc.
Los distintos reinos de las regiones moleculares y electrónicas resplandecen de felicidad.
Existen muchos maestros que ayudan a los difuntos que se lo merecen. Esos maestros tienen métodos y sistemas para orientar al Buddhata, a la Esencia, al Alma, en el trabajo de liberación por algún tiempo de los cuerpos lunares y del ego, para ingresar a los reinos de las regiones moleculares y electrónicas.
Es lamentable que el Alma, la Esencia, tenga que regresar a sus cuerpos lunares dentro de los cuales habita el ego. Tal regreso es inevitable para renacer en el mundo.
Son muy pocas las almas que logran la liberación intermedia (no se confunda ésta con la liberación final).
Toda alma, después de la muerte, puede ascender a los reinos de la felicidad de los mundos molecular y electrónico, o descender a los mundos infiernos del reino mineral, o reingresar inmediatamente o en forma inmediata en un cuerpo semejante al que había tenido antes.
Estos tres caminos del fatal puente de Chinvat están descritos muy sabiamente y con sorprendente claridad en la leyenda Zoroástrica:
"Todo aquél cuyas buenas obras excedan en tres gramos a su pecado, va al cielo; todo aquél cuyo pecado es mayor, al infierno; en tanto que aquél en el que ambos sean iguales, permanece en el Hamistikan, hasta el cuerpo futuro o resurrección".
La ley del Karma, esa sabia ley que ajusta los efectos a las causas, se encarga de dar a cada cual después de la muerte lo que merece. Ley es Ley, y la Ley se cumple.
La liberación intermedia, la felicidad en los reinos de las regiones moleculares y electrónicas, tiene un límite, agotada la recompensa regresa la Esencia a los cuerpos lunares en donde mora el ego; luego viene el retorno, la reincorporación, la entrada a una nueva matriz.
El libro tibetano de los muertos dice: "Dirige tu deseo, y entra en la matriz. Al mismo tiempo emite tus ondas de donación (de gracia o de buena voluntad) sobre la matriz a la que vas a entrar (transformándola así) en una mansión celestial".".".
Por estos tiempos son muy pocas las almas que ingresan a los distintos reinos de las regiones molecular y electrónica después de la muerte.
El ego, a través del tiempo, se ha complicado demasiado, se ha robustecido exageradamente, y por ello la Esencia, el Alma, está demasiado aprisionada dentro de los cuerpos lunares.
Por estos tiempos de crisis mundial, la mayor parte de las almas nacen en el infierno (reino mineral) para no retornar, o se reencarnan inmediatamente sin ascender a los reinos de los dioses.
La gran ley sólo le da al ser humano ciento ocho vidas, y esto nos recuerda al collar del Buddha con sus ciento ocho cuentas.
Si el ser humano no sabe aprovechar las ciento ocho cuentas del collar del Buddha, si el ser humano no logra auto-realizarse en estas ciento ocho vidas, nace entonces en los mundos infiernos de la naturaleza.
Normalmente todos los seres humanos descienden a los mundos infiernos conforme sus tiempos se van venciendo.
Al mundo han venido muchos profetas, Avataras, salvadores, que comprendiendo los terrores del abismo, han querido salvarnos, pero a la humanidad no le gustan los Avataras, los salvadores. A la humanidad no le interesa la salvación.
Esto de la auto-realización íntima sólo es posible a base de tremendos súper-esfuerzos, y a la humanidad no le gustan los súper-esfuerzos; las gentes sólo dicen: "Comamos y bebamos que mañana morimos".
La auto-realización íntima no puede jamás ser el resultado de ninguna mecánica, aun cuando sea ésta de tipo evolutivo.
La ley de la evolución y su hermana gemela la ley de la involución son leyes puramente mecánicas de la naturaleza, que a nadie pueden auto-realizar.
Quien quiera auto-realizarse debe meterse por la senda del filo de la navaja, por el difícil camino de la revolución de la conciencia. Este camino es más amargo que la hiel, este camino no le gusta a nadie.
Es necesario que nazca el Maestro secreto dentro de nosotros, es necesario morir, el ego debe morir; es urgente sacrificarnos por la humanidad, esa es la ley del Logos Solar, él se sacrifica crucificándose en los mundos para que todos los seres tengan vida y la tengan en abundancia.
Nacer es un problema sexual, morir es cuestión de disolver el yo, sacrificio por la humanidad es amor.
Eso de permanecer 20 ó 30 años en la novena esfera, para tener derecho a nacer en los mundos superiores, eso de morir, disolver el querido yo, eso de sacrificarse por la humanidad, no le gusta a las gentes.
A la humanidad no le interesa la autorrealización íntima, y es claro que a nadie se le puede dar lo que no quiere.
A la gente lo único que le interesa es conseguir dinero, comer, beber, reproducirse, divertirse, tener poder, prestigio, etc.
Esto explica por qué son pocos los que se salvan: "Muchos son los llamados y pocos los escogidos".
En el mundo abundan muchas gentes que aparentemente quieren autorrealizarse, para tener derecho a entrar al reino del esoterismo, pero esas gentes en el fondo lo que quieren es divertirse con estos estudios y eso es todo.
Esas gentes son mariposeadores que hoy están en una escuela y mañana en otra, no conocen el camino, y si lo llegan a conocer, en principio se entusiasman mucho y luego, cuando ya ven que el trabajo es serio, huyen espantados y buscan refugio en otra escuela.
La línea de la vida es la espiral, y la humanidad va descendiendo en cada reencarnación por la escalera en forma de caracol, hasta llegar a los mundos infiernos del reino mineral.
En el infierno (reino mineral) el tiempo es diez veces más largo, diez veces más lento y terriblemente aburridor; cada cien años se hace allí un pago de la deuda Kármica.
El descenso a los mundos infiernos es un viaje hacia atrás, involucionando en el tiempo, retrocediendo, pasando por estados animales, vegetales y minerales.
Al llegar al estado fósil, el ego y sus cuerpos lunares se vuelven polvareda cósmica.
Cuando el ego y los cuerpos lunares se vuelven polvo en el infierno, el Alma se libera, regresa al caos primitivo dispuesta a evolucionar nuevamente, subiendo a través de varias eternidades por los estados mineral, vegetal y animal, hasta volver a alcanzar el estado humano.
Quien no aprovecha las ciento ocho vidas, representadas por las ciento ocho cuentas del collar del Buddha, nace en los mundos infiernos.
Este es el Naraka hindú, situado debajo de la tierra y debajo de las aguas, el Aralu babilónico, la tierra del no retorno, la región de la densa oscuridad, la casa cuyos habitantes no ven la luz, la región donde el polvo es su pan y el lodo su alimento.
Este es el crisol de fundición, donde las formas rígidas, los cuerpos lunares y el ego, deben fundirse, reducirse a polvo, para que el Alma se libere.
El tiempo que el Alma ha de vivir en los mundos infiernos depende de su Karma. Es claro que aquellos terribles magos negros que desarrollaron el órgano Kundartiguador y los Chakras del bajo vientre, los luciferes, Anagarikas, Ahrimanes, etc., viven eternidades enteras, Mahamvantaras completos, en esas regiones infernales, antes de reducirse a polvo cósmico.
La gente común y corriente, la gente de todos los días, esos que no se auto-realizaron porque no les interesó la auto-realización, pero que no fueron decididamente perversos, sólo duran en los mundos infiernos de ochocientos a mil años.
Los castigos mayores son para aquellos que deshonraron a los dioses, los Bodhisattvas caídos, los Hanasmussianos con doble centro de gravedad, y para los parricidas y matricidas, y para los asesinos y señores de la guerra y maestros de magia negra.
El Libro Tibetano de los Muertos dice: "Al caer ahí tendrás que sufrir padecimientos insoportables, y donde no hay tiempo cierto de escapar".
A los mundos infiernos no solamente entran los decididamente perversos, sino también aquellos que ya vivieron sus ciento ocho vidas y no se auto-realizaron:
"Árbol que no da fruto, cortadlo y echadlo al fuego".
Los teósofos dicen que existen tres senderos de perfección, y Annie Besant escribió sobre estos tres senderos.
Los tres senderos reciben los nombres de Karma-Yoga, Jnana-Yoga, Bhakti-Yoga.
Karma-Yoga es el sendero de la acción recta.
Jnana-Yoga es el sendero de la mente.
Bhakti-Yoga es el sendero de la devoción.
Con Karma-Yoga vivimos rectamente, cosechamos mucho Dharma (recompensa), pero no fabricamos los cuerpos solares porque éste es un problema sexual.
Con Jnana-Yoga nos hacemos fuertes en meditación y yoga, pero no fabricamos los cuerpos solares porque éste es trabajo con el hidrógeno SI-12 del sexo.
Con Bhakti-Yoga podemos seguir la senda devocional y llegar al éxtasis, pero esto no significa fabricación de los cuerpos solares.
Existen escuelas que afirman la existencia de siete senderos, y hay algunas que dicen que existen doce senderos.
Jesús el Cristo dijo: "Entrad por la puerta estrecha, porque ancha es la puerta y espacioso el camino que lleva a la perdición, y muchos son los que entran por ella. Porque estrecha es la puerta y angosto el camino que lleva a la vida, y pocos son los que lo hallan".
Nunca jamás dijo el Maestro de Maestros que hubiera tres puertas o tres caminos. El solamente habló de una sola puerta y de un solo camino. ¿De dónde han sacado eso de los tres senderos de liberación? De dónde sacan otras escuelas aquello de las siete puertas o senderos de la liberación? ¿De dónde sacan otras organizaciones pseudo-ocultistas y pseudo-esoteristas aquello de los doce senderos?
Realmente sólo existe un solo camino y una sola puerta. Ningún ser humano sabe más que el Cristo y Él nunca habló de tres senderos, ni de siete, ni de doce.
El Camino tiene mucho del Karma Yoga y del Jnana y del Bhakti y de las siete Yogas, pero no existe sino un sólo camino, angosto, estrecho y espantosamente difícil.
El camino es distinto, opuesto a la vida rutinaria de todos los días. El camino es revolucionario en un ciento por ciento, está contra todo y contra todos. El camino es más amargo que la hiel. El camino es el de la revolución de la conciencia, con sus tres factores de nacer, morir y sacrificarse por la humanidad.
En el camino, el pobre animal intelectual debe convertirse en un ser diferente.
Son muy raros los que encuentran el camino, y más raros son todavía aquellos que no abandonan el camino. Realmente no todos los seres humanos pueden desarrollarse y tornarse diferentes.
Aun cuando esto parezca una injusticia, en el fondo no lo es; la gente no desea ser diferente, no le interesa, y a nadie debe dársele lo que no quiere, lo que no desea, lo que no le interesa.
¿Por qué habría de tener el hombre lo que no desea? si el pobre animal intelectual equivocadamente llamado hombre fuese forzado a convertirse en un ser diferente, cuando está satisfecho con lo que es, entonces sí habría de hecho una gran injusticia.
Es claro que todo en la naturaleza está sometido a la ley del número, medida y peso. Para todo ser humano existen ciento ocho vidas, y si no sabe aprovecharlas, el tiempo se vence y la entrada a los mundos infiernos se hace entonces inevitable.
La auto-realización íntima del hombre no puede ser jamás el resultado de la evolución mecánica de la naturaleza, sino el fruto de tremendos súper-esfuerzos, y a la humanidad no le gustan los súper-esfuerzos.
CAPITULO XIV GNOSIS
Vamos ahora a estudiar un capitulo del Evangelio Chino llamado el TAO, con el propósito de aclarar cada vez más nuestra doctrina gnóstica.
"Cha Hsiang Tzu envió una compañía de cien mil hombres a cazar a la cordillera central. Encendieron con chispas una hoguera que se extendió por todo el bosque, y el resplandor de las llamas se veía desde cientos de kilómetros. De repente apareció un hombre, saliendo de entre las llamas y se le vio entre el humo. Todos le tomaron por un espíritu, y cuando el fuego se extinguió, salió rápido sin mostrar la menor quemadura. Hsiang Tzu, maravillado de ello, lo detuvo para examinarlo cuidadosamente. Su forma corpórea era sin duda la de un hombre, con sus cinco sentidos, su respiración y su voz. Así que el Príncipe le preguntó qué extraño poder le permitía pasearse por los precipicios y las llamas. -¿Qué creéis que es una roca? ¿Qué creéis que es el fuego? -el hombre preguntó. Hsiang Tzu dijo: ¿De dónde vienes, y por dónde has pasado? -No sé nada de ello -contestó el hombre".".".
"El incidente llegó a oídos del Marqués Wen, del Estado de Wei, quien habló a Tzu Hsia acerca de él diciendo: -¡Qué hombre más extraordinario debe ser! Por lo que he oído hablar al Maestro -replicó Tzu Hsia-, el hombre que está en armonía con TAO entra en intima comunión con los objetos externos y ninguno de ellos puede hacerle ningún mal. Pasa a través del metal y de la piedra sólida, pasa a través del fuego o sobre el agua, todo es posible para él. -¿Por qué, amigo mío -dijo el Marqués- no puedes tú hacer todo eso? -Aún no he llegado -contestó Tzu Hsia- a limpiar mi corazón de impurezas y de falsa sabiduría. Sólo encuentro gusto en discutir el asunto. -Y ¿por qué -preguntó el Marqués no hace el Maestro lo mismo? -El Maestro -contestó Tzu Hsia- puede hacer estas cosas, pero también se puede abstener de hacerlas".
"Esta contestación encantó al Marqués".
Es urgente encender el fuego sagrado en la cordillera central, es decir, en la espina dorsal; la Madre Kundalini confiere al iniciado poderes extraordinarios sobre el fuego flamígero, el aire, las aguas y la tierra.
¿Qué creéis que es una roca? Esto nos recuerda la piedra filosofal de los viejos Alkimistas Medioevales. Esto nos recuerda la doctrina de Pedro. Petrus significa Piedra, Pedro, uno de los doce apóstoles del Cristo cuyo nacimiento celebramos esta noche de Navidad.
La doctrina de Pedro es la doctrina del sexo, la ciencia del Maithuna (magia sexual). La piedra viva es el sexo, la peña, la roca sobre la cual debemos levantar el Templo Interior para el Cristo Intimo, nuestro Señor.
Y dijo Pedro: "He aquí, pongo en Sión la principal piedra del ángulo, escogida, preciosa; y el que creyere en ella, no será avergonzado. Para vosotros, pues, los que creéis, Él es precioso; pero para los que no creen, la piedra que los edificadores desecharon ha venido a ser la cabeza del ángulo; piedra de tropiezo y roca de escándalo".
Quien enciende la hoguera en la cordillera central (la espina dorsal) edifica el Templo (fabrica los Cuerpos Solares) y entra en armonía con el TAO (encarna al Ser).
Jesús el Cristo, cuya Navidad celebramos esta noche, dijo: "A todo el que me oye y cumple lo que digo lo compararé a un hombre prudente, que edificó su casa sobre roca". (El sexo.) "Y cayó lluvia, y vinieron riadas y vientos, y la casa no cedió, porque estaba cimentada sobre piedra" (el sexo).
"Y al que me oye y no me cumple lo compararé a un hombre necio, que edificó su casa sobre la arena" (teorías de todo tipo, prácticas de toda especie, con exclusión total del Maithuna o magia sexual).
"Y vinieron lluvias, y vientos, y riadas, y la casa cedió, con gran ruina" (cayendo al abismo).
En el mundo millones de personas edifican sobre la arena y odian el Maithuna (magia sexual), no quieren edificar sobre la roca, sobre la piedra (el sexo), edifican sobre la arena de sus teorías, escuelas, etc., y creen que van muy bien.
Esas pobres gentes son equivocadas sinceras y de muy buenas intenciones, pero caerán en el abismo.
Todo el que nace en los mundos superiores debe reducir a polvo el ego, para libertarse de los cuerpos lunares y ejercer todo el poder sacerdotal de la alta magia.
El Maestro que no ha disuelto el yo pluralizado, el Maestro que no ha eliminado los cuerpos lunares, no puede ejercer todavía el poder sacerdotal, porque no ha limpiado su corazón de impurezas y falsas sabidurías.
Jesús dijo a sus discípulos:
"No dejéis noche ni día de buscar hasta que hayáis encontrado los misterios del reino de la luz".
"Porque ellos os purificarán y os llevarán al reino de la luz".
"Y decidles: Renunciad al mundo y a cuanto hay en él".
"Y a todas sus sevicias, y a todos sus pecados, y a todas sus gulas".
"Y a sus discursos todos, y a cuanto hay en él, para que seáis dignos de los misterios de la luz".
"Y para que seáis preservados de los suplicios reservados a aquellos que se han separado de los buenos".
"Y decidles: Renunciad a la murmuración, para que seáis preservados del ardor de la boca del can".
"Y decidles: Renunciad al juramento, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis librados de los suplicios de Ariel".
"Decidles: renunciad a la lengua embustera, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados de los ríos ardientes de la lengua del can".
"Decidles también: renunciad a los falsos testigos, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados de los ríos ardientes de la boca del can".
"Renunciad a los malos pensamientos, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que se os preserve de los tormentos del infierno".
"Renunciad a la avaricia, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que se os libre de los arroyos de humo de la boca del can".
"Renunciad a las rapiñas, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados de los arroyos de Ariel".
"Renunciad a las malas palabras, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis salvados de los suplicios del río del humo".
"Y decidles: Renunciad al amor propio, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis salvados de los suplicios del infierno (reino mineral)".
"Renunciad a la elocuencia (verborrea de la intelectualidad sin espiritualidad), para que seáis dignos de la luz. Y para que seáis preservados de las llamas del infierno".
"Renunciad al engaño, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados de los mares de fuego de Ariel".
"Renunciad a la crueldad, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados de los suplicios de las fauces de los dragones".
"Renunciad a la cólera, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados de los ríos de humo de las fauces de los dragones".
"Renunciad a la desobediencia, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados de los demonios de Iadalbaoth y de los ardores del mar de fuego".
"Renunciad a la cólera, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados de los demonios de Iadalbaoth y de sus suplicios".
"Renunciad al adulterio, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados del mar de azufre y de las fauces del león".
"Renunciad a los homicidios, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados del archons de los cocodrilos, que es la primera de las criaturas que están en las tinieblas exteriores".
"Renunciad a las obras perversas e impías, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados de los archons de las tinieblas exteriores".
"Renunciad a la impiedad, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados del llanto y del rechinar de dientes".
"Renunciad a los envenenamientos, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis salvados de la gran helada y el granizo de las tinieblas exteriores".
"Renunciad a las blasfemias, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que seáis preservados de todos los suplicios del gran dragón de las tinieblas exteriores".
"Y decid a quienes predican y escuchan malas doctrinas: ¡malhaya vosotros!"
"Porque si no os arrepentís de vuestra malicia caeréis en los tormentos rigurosísimos del gran dragón y de las tinieblas exteriores".
"Y nada en el mundo os rescatará, hasta la eternidad".
"Sino que seréis sin existencia hasta el fin (entraréis en la tierra del no retorno, los mundos infiernos)".
"Y decid a quienes descuidan la doctrina de la verdad del primer misterio: ¡malhaya vosotros!"
"Porque los suplicios que habéis de experimentar superarán a los que experimentan los demás hombres".
"Y permaneceréis entre la nieve, en medio de los dragones, en las tinieblas exteriores".
"Y nada podrá rescataros hasta la eternidad (hasta que se reduzcan a polvo en los mundos infiernos del reino mineral)".
"Y decidles: amad a todos los hombres, para que seáis dignos de los misterios de la luz. Y para que os elevéis en el reino de la luz".
"Sed dulces, para que podáis recibir el misterio de la luz y elevaros al misterio de la luz".
"Asistid a los pobres y enfermos, para que os hagáis dignos de recibir el misterio de la luz y os podáis elevar al reino de la luz".
"Amad a Dios, para recibir el misterio de la luz y llegar al reino de la luz".
"Sed caritativos, para que recibáis el misterio de la luz y lleguéis al reino de la luz".
"Sed santos, para recibir el misterio de la luz y elevaros al reino de la luz".
"Renunciad a todo, para ser dignos del misterio de la luz y elevaros al reino de la luz".
"Porque éstas son las vías de los que se hacen dignos de misterio de la luz".
"Y cuando halléis hombres que renuncian a cuanto constituye el mal y practiquen lo que yo digo, transmitidles los misterios de la luz sin ocultarles nada".
"Y cuando fuesen pecadores, y cometiesen los pecados y faltas que os he enumerado, dadles también los misterios, para que se conviertan y hagan penitencia, y no les ocultéis nada".
"Porque yo os he traído los misterios a este mundo, para redimir cuantos pecados han sido cometidos desde el principio".
"Y por eso os he dicho que no he venido a llamar a los justos. Yo he traído los misterios para redimir los pecados de todos, y para que todos sean llevados al reino de la luz".
"Porque estos misterios son un don del primer misterio para borrar los pecados".
CAPITULO XV DIVISIÓN DE LA ATENCIÓN
Quienes hayan estudiado nuestras enseñanzas gnósticas, quienes hayan estudiado este mensaje de Navidad, si de verdad llegan a interesarse por la Senda del Filo de la Navaja y la auto-realización íntima del Ser, sentirán el anhelo de ver, oír, oler, tocar y palpar las grandes realidades de los mundos superiores.
Todo ser humano puede llegar a la experiencia de la realidad. Todo ser humano tiene derecho a las grandes vivencias del espíritu, a conocer los reinos y naciones de las regiones moleculares y electrónicas.
Todo aspirante tiene derecho a estudiar a los pies del Maestro, a entrar por las puertas espléndidas de los templos de misterios mayores, a conversar con los brillantes hijos de la aurora del Mahamvantara de la creación, cara a cara, empero hay que empezar por despertar la conciencia.
Es imposible estar despiertos en los mundos superiores si aquí en este mundo celular, físico, material, el aspirante está dormido. Quien quiera despertar la conciencia en los mundos internos, debe despertar aquí y ahora, en este mundo denso.
Si el aspirante no ha despertado conciencia aquí en este mundo físico, mucho menos en los mundos superiores.
Quien despierta conciencia aquí y ahora, despierta en todas partes. Quien despierta conciencia aquí en el mundo físico, de hecho y por derecho propio queda despierto en los mundos superiores.
Lo primero que se necesita para despertar conciencia es saber que se está dormido.
Eso de comprender que se está dormido es algo muy difícil, porque normalmente todas las gentes están absolutamente convencidas de que están despiertas. Cuando un hombre comprende que está dormido, inicia entonces el proceso del auto-despertar.
Estamos diciendo algo que nadie acepta; si a cualquier hombre intelectual se le dijera que está dormido, podéis estar seguros de que podría ofenderse, las gentes están plenamente convencidas de que están despiertas.
Las gentes trabajan dormidas, soñando… manejan carros dormidas… soñando… se casan dormidas, viven dormidas… soñando, y sin embargo, están totalmente convencidas de que están despiertas.
Quien quiera despertar conciencia aquí y ahora, debe empezar por comprender los tres factores subconscientes llamados: Identificación, fascinación, sueño.
Todo tipo de identificación produce fascinación y sueño. Vais andando por una calle, de pronto os encontráis con las turbas que van protestando por algo ante el palacio del señor presidente; si no estáis en estado de alerta os identificáis con el desfile, os mezcláis con las multitudes, os fascináis, y luego viene el sueño, gritáis, lanzáis piedras, hacéis cosas que en otras circunstancias no haríais ni por un millón de dólares.
Olvidarse de sí mismo es un error de incalculables consecuencias. Identificarse con algo es el colmo de la estupidez, porque el resultado viene a ser la fascinación y el sueño.
Es imposible que alguien pueda despertar conciencia si se olvida de sí mismo, si se identifica con algo.
Es imposible que un aspirante pueda despertar conciencia si se deja fascinar, si cae en el sueño.
El boxeador que se está cruzando golpes con otro boxeador, duerme profundamente, está soñando, está identificado totalmente con el acontecimiento, está fascinado y si llegase a despertar conciencia, miraría en todas direcciones y huiría inmediatamente del ring, totalmente avergonzado consigo mismo y con el honorable público.
Vais de pronto viajando en cualquier transporte urbano dentro de la ciudad, tenéis que abandonar el vehículo en determinada calle, de pronto os viene a la mente el recuerdo de un ser querido, os identificáis con dicho recuerdo, viene la fascinación y luego a soñar despierto… De pronto dais un grito de exclamación. ¿Dónde estoy? ¡Caracoles!… me pasé de cuadra… ¡tenía que bajarme en tal esquina, en tal calle!; y luego os dais cuenta de que vuestra conciencia había estado ausente, os bajáis del vehículo y regresáis a pie hasta la esquina donde debíais haberos bajado.
Quien quiera despertar conciencia debe empezar por dividir la atención en tres partes: sujeto, objeto, lugar.
Sujeto, íntima recordación de sí mismo de momento en momento. No olvidarse de sí mismo ante ninguna representación, ante ningún acontecimiento.
Objeto, no identificarse con cosa alguna, con circunstancia alguna, observar sin identificación, sin olvidarse de si mismo.
Lugar, preguntarse a si mismo: ¿Qué lugar es éste? observar el lugar detalladamente, preguntarse a sí mismo: ¿Por qué estoy en este lugar?
La división de la atención en tres partes conducirá a los aspirantes hasta el despertar de la conciencia.
Querer vivenciar las grandes realidades de los mundos superiores sin haber despertado conciencia aquí y ahora es marchar por el camino del error.
El despertar de la conciencia origina el desarrollo del sentido espacial y la experimentación de eso que es lo real.
CAPITULO XVI ÍNTIMA RECORDACIÓN DE SI MISMO
Aun cuando parezca increíble, cuando el estudiante se observa a sí mismo no se recuerda a sí mismo.
Los aspirantes, fuera de toda duda, realmente no se sienten a sí mismos, no son conscientes de sí mismos.
Parece algo inverosímil que cuando el aspirante gnóstico auto observa su forma de reír, hablar, caminar, etc., se olvida de sí mismo, esto es increíble, pero cierto.
Sin embargo es indispensable tratar de recordarse a sí mismo, mientras se auto-observa, esto es fundamental para lograr el despertar de la conciencia.
Auto-observarse, auto-conocerse, sin olvidarse de sí mismo, es terriblemente difícil, pero espantosamente urgente para lograr el despertar de la conciencia.
Esto que estamos diciendo parece una tontería, las gentes ignoran que están dormidas, ignoran que no se recuerdan a sí mismas, ni aunque se miren en un espejo de cuerpo entero, ni aun cuando se observen en detalle minuciosamente.
Este olvido de sí mismo, esto de no recordarse a sí mismo, es realmente la causa causorum de toda la ignorancia humana.
Cuando un hombre cualquiera llega a comprender profundamente que no puede recordarse a sí mismo, que no es consciente de sí mismo, está muy cerca del despertar de la conciencia.
Estamos hablando algo que hay que reflexionar profundamente, esto que aquí estamos diciendo es muy importante y no se puede comprender si se lee mecánicamente.
Nuestros lectores deben reflexionar. La gente no es capaz de sentir su propio Yo mientras se auto-observa, de hacerlo pasar de un centro a otro, etc.
Observar la propia forma de hablar, reír, caminar, etc., sin olvidarse de sí mismo, sintiendo ese Yo adentro, es muy difícil, y sin embargo básico, fundamental, para lograr el despertar de la conciencia.
El gran Maestro Ouspensky dijo: "La primera impresión que me produjo el esfuerzo por ser consciente de mi Ser, por ser consciente de mí mismo como Yo, de decirme a mí mismo: Yo estoy caminando, Yo estoy haciendo, y de tratar de mantener vivo este Yo, de sentirlo dentro de mi, fue lo siguiente: El pensamiento quedaba como dormido, cuando yo asía al Yo, no podía pensar ni hablar; hasta disminuía la intensidad de las sensaciones; además, uno podía mantenerse en semejante estado sólo por un tiempo muy breve".
Es necesario disolver el Yo pluralizado, volverlo ceniza, pero tenemos que conocerlo; estudiarlo en los cuarenta y nueve departamentos subconscientes, simbolizados entre los gnósticos por los cuarenta y nueve demonios de Iadalbaoth.
Si un doctor va a extirpar un tumor canceroso, necesita primero conocerlo, si un hombre quiere disolver el Yo, necesita estudiarlo, hacerse consciente de él, conocerlo en los cuarenta y nueve departamentos subconscientes.
Durante la íntima recordación de sí mismo, en ese tremendo súper-esfuerzo por ser consciente de su propio Yo, es claro que la atención se divide, y aquí volvemos nuevamente a aquello de la división de la atención. Una parte de la atención se dirige, como es apenas lógico, hacia el esfuerzo, la otra hacia el Ego o Yo pluralizado.
La íntima recordación de sí mismo es algo más que analizarse a sí mismo, es un estado nuevo, que sólo se conoce a través de la experiencia directa.
Todo ser humano ha tenido alguna vez esos momentos, estados de íntima recordación de sí mismo; tal vez en un instante de infinito terror, tal vez en la niñez o en algún viaje, cuando exclamamos: ¿Y qué hago yo por aquí? ¿Por qué estoy yo aquí?
La auto-observación de sí mismo, acompañada en forma simultánea con la intima recordación de su propio Yo, es terriblemente difícil y sin embargo indispensable para auto-conocerse de verdad.
El Yo pluralizado resulta siempre haciendo lo contrario durante la meditación, él goza fornicando cuando tratamos de comprender la lujuria; él truena y relampaguea, en cualquiera de los cuarenta y nueve departamentos subconscientes de Iadalbaoth, cuando tratamos de comprender la ira; él codicia no ser codicioso cuando queremos reducir a polvo la codicia.
Intima recordación de sí mismo es darse cuenta cabal de todos esos procesos subconscientes del mí mismo, el Ego, el Yo pluralizado.
Auto-observar nuestra forma de pensar, hablar, reír, caminar, comer, sentir, etc., sin olvidarse de sí mismo, de los íntimos procesos del Ego, de lo que está ocurriendo allá dentro, en los cuarenta y nueve departamentos subconscientes de Iadalbaoth, resulta de verdad espantosamente difícil y sin embargo fundamental para el despertar de la conciencia.
La auto-observación, la íntima recordación de sí mismo, inicia el desarrollo del sentido espacial, que llega a su plena madurez con el despertar de la conciencia.
Los chakras mencionados por mister Leadbeater y muchos otros autores son, con relación al sentido espacial, lo que las flores con relación al árbol que les da vida.
Lo fundamental es el árbol. El sentido espacial es el funcionalismo normal de la conciencia despierta.
Todo hombre despierto de verdad puede ver, oír, tocar, oler y palpar todo lo que ocurre en los cuarenta y nueve departamentos subconscientes de Iadalbaoth.
Todo hombre despierto de verdad puede verificar por sí mismo, a través de la experiencia directa, los sueños de las gentes, puede ver esos sueños en las personas que andan por las calles, en los que trabajan en fábricas, en los que gobiernan, en toda criatura.
Todo hombre despierto de verdad puede ver, oír, oler, tocar y palpar todas las cosas de los mundos superiores.
Quien quiera experimentar la realidad de todo lo que sucede en las dimensiones superiores del espacio, debe despertar conciencia, aquí y ahora.
CAPITULO XVII LA CIENCIA DE LA MEDITACIÓN
El vacío es muy difícil de explicar porque es indefinible e indescriptible. El vacío no puede describirse o expresarse en palabras humanas, debido a que los distintos idiomas que existen sobre la tierra sólo pueden designar cosas y sentimientos existentes; no es en modo alguno exageración afirmar que los lenguajes humanos no son adecuados para expresar las cosas y los sentimientos no existentes, y sin embargo tremendamente reales.
Tratar de definir el vacío iluminador dentro de los límites terrenos de una lengua limitada por las formas de la existencia es, fuera de toda duda, tonto y equivocado.
Es necesario conocer, experimentar en forma viviente el aspecto iluminado de la conciencia.
Es urgente sentir y experimentar el aspecto vacío de la mente.
Existen dos tipos de iluminación: la primera suele llamarse "agua muerta" porque tiene ataduras. La segunda es elogiada como "la Gran Vida" porque es iluminación sin ataduras, vacío iluminador.
En esto hay grados y grados, escalas y escalas; es necesario llegar primero al aspecto iluminado de la conciencia y después, al conocimiento objetivo, al vacío iluminador.
El Buddhismo dice: "La forma no difiere del vacío y el vacío no difiere de la forma; la forma es vacío y el vacío es forma".
Es debido al vacío que las cosas existen y por el mismo hecho de que las cosas existen, deben ser el vacío.
El vacío es un término claro y preciso que expresa la naturaleza no substancial y no personal de los seres, y una indicación, una señal del estado de absoluta ausencia del yo pluralizado.
Sólo en absoluta ausencia del Yo podemos experimentar lo real, aquello que no es del tiempo, eso que transforma radicalmente.
El vacío y la existencia se complementan entre sí, se abrazan, se incluyen, jamás se excluyen, jamás se niegan.
La gente común y corriente de todos los días, la gente de conciencia dormida, percibe subjetivamente ángulos, líneas, superficies, pero jamás los cuerpos completos por dentro y por fuera, por arriba y por abajo, por delante y por detrás, etc., y mucho menos pueden percibir su aspecto vacío.
El hombre de conciencia despierta y mente vacía e iluminada ha eliminado de sus percepciones los elementos subjetivos, percibe los cuerpos completos, percibe el aspecto vacío de cada cosa.
Esta es la doctrina no discriminativa del camino medio, la unificación del vacío y la existencia.
El vacío es eso que no tiene nombre… eso que es real… eso que es la verdad y que algunos llaman el Tao, otros el Inri, otros el Zen… Alá… Brahma o Dios, no importa como se le llame.
El hombre que despierta la conciencia experimenta la tremenda verdad de que ya no es esclavo y con dolor, puede verificar que las gentes que andan por las calles soñando, parecen verdaderos cadáveres ambulantes.
Si este despertar de la conciencia se hace continuo mediante la íntima recordación de sí mismo de momento en momento, se llega entonces a la conciencia objetiva, a la conciencia pura, al aspecto vacío de la mente.
La conciencia iluminada es fundamental para experimentar lo real y reducir al Yo pluralizado a polvareda cósmica; pero este estado está todavía al borde del Samsara (el mundo doloroso en que vivimos).
Cuando se ha llegado al estado de conciencia despierta se ha dado un formidable paso, pero el iniciado continúa todavía desafortunadamente ofuscado por la idea monista, es incapaz de romper todos estos sutiles hilos que lo conectan a ciertas cosas, a ciertos efectos de tipo perjudicial, no ha llegado a la otra orilla.
Cuando el iniciado desata los vínculos que en una u otra forma lo atan a la conciencia iluminada, llega entonces a la perfecta iluminación, al vacío iluminador, libre y enteramente insustancial.
Llegar al centro mismo de la mente, llegar al vacío iluminador, al conocimiento objetivo, es algo tremendamente difícil, pero no imposible, todo gnóstico puede lograrlo si trabaja sobre sí mismo.
El vacío iluminador no es la nada, el vacío es la vida libre en su movimiento. El vacío es lo que es, lo que siempre ha sido y lo que siempre será. El vacío está más allá del tiempo y más allá de la eternidad.
La mente tiene trescientos mil clanes o centros, receptivos, y cada clan debe vibrar al mismo tono sin esfuerzo alguno.
La mente es de naturaleza femenina y está hecha para recibir, asimilar y comprender.
El estado natural de la mente es receptivo, quieto, silencioso, como un océano profundo y tranquilo.
El proceso del pensar es un accidente anormal cuya causa original se encuentra en el Yo pluralizado.
Cuando la mente está vacía de toda clase de pensamientos, cuando la mente está quieta, cuando la mente está en silencio, los trescientos mil clanes vibran entonces al mismo tono sin esfuerzo alguno.
Cuando la mente está quieta, cuando la mente está en silencio, adviene a nosotros lo nuevo, eso que es lo real.
CAPITULO XVIII EL MAESTRO CHINO WU WEN
El gran maestro Wu Wen empezó sus prácticas de meditación bajo la sabia dirección del maestro Tuo Weng.
El primer trabajo de meditación se realizó con el siguiente koan o frase misteriosa: "No es la mente, no es el Buddha, no es nada".
Wu Wen sentado al estilo oriental concentraba su mente en esta frase tratando de comprender su honda significación.
Realmente este KOAN o frase enigmática es difícil de comprender y, meditando en ella, con el sano propósito de experimentar la verdad encerrada en cada una de las palabras contenidas en esta frase misteriosa, es claro que al fin la mente, no pudiendo conocer su significado, cae vencida, como herida de muerte, entonces se resigna, quedando quieta y en silencio.
El maestro chino Wu Wen tuvo la dicha de encontrarse con Yung Feng y Yueh Shan, y algunos otros hermanos, y todos juntos se comprometieron a trabajar para alcanzar la iluminación.
Después de algún tiempo Wu Wen fue hasta el maestro Huai Shi, quien le enseñó a meditar con ayuda del mantram sagrado WU. Este mantram se canta mentalmente con la letra U repetida dos veces U… U… alargando el sonido vocal, como imitando el sonido del huracán cuando aúlla entre la garganta de la montaña, o como el golpe terrible de las olas contra la playa.
El canto de este mantram se hace mentalmente cuando practicamos la meditación, con el propósito de llegar a la quietud y al silencio de la mente, cuando necesitamos vaciar la mente de toda clase de pensamientos, deseos, recuerdos, preocupaciones, etc.
Después fue hasta Chang Lu en donde practicó la meditación con su compañero que anhelaba la iluminación final.
Cuando Wu Wen conoció a Chin de Huai Shang, este último le preguntó: "Hace seis o siete años que estáis practicando, ¿qué has llegado a entender? Wu Wen contestó: "Cada día tengo la impresión de que no hay nada en mi mente".
Esta respuesta fue muy sabia; ya Wu Wen tenía la impresión de que no había nada en su mente, empezaba su mente a quedar vacía, el batallar de los razonamientos estaba llegando a su final.
Wu Wen avanzaba maravillosamente, pero le faltaba algo, y Chin le dijo: "Puedes practicar en la quietud pero pierdes la práctica en la actividad". Esto inquietó mucho a Wu Wen, pues le tocaba precisamente su punto débil.
Ser capaz de tener la mente quieta y en silencio, vacía de toda clase de pensamientos, aun cuando tengamos hambre… sed, aun cuando los mosquitos nos piquen o haya mucha bulla de gente a nuestro lado… es algo muy difícil, y esto era lo que le faltaba a Wu Wen; éste podía practicar la meditación en la quietud, pero no podía practicar en la actividad, es decir, con todos estos inconvenientes.
"¿Qué debo hacer?" Preguntó Wu Wen a Chín; la respuesta fue: "¿Nunca has oído lo que dice Chung Lao-Tsé? Sí quieres entender esto, ponte de cara al sur y contempla la Osa Menor".
Palabras enigmáticas… palabras exóticas… misteriosas… difíciles de comprender, y lo más grave: que no hay explicación. Dicho esto, Chin se retiró.
Wu Wen quedó tremendamente preocupado, dejó la práctica con el mantram Wu por una semana y concentró su mente, procurando entender en forma total qué había querido decir Chin con eso de "volverse al sur y contemplar la Osa Menor".
Esto sólo lo vino a entender cuando los monjes que le acompañaban en el salón de meditación abandonaron el recinto para pasar al comedor. Entonces Wu Wen continuó su meditación en el salón y olvidó la comida.
Eso de llegar la hora de la comida y sin embargo seguir meditando, aquello de pasar inadvertida la comida, fue ciertamente algo muy decisivo para Wu Wen, porque entonces comprendió el significado de meditar en la actividad.
Cuenta Wu Wen que precisamente en esos momentos su mente se tornó brillante, vacía, ligera, transparente, sus humanos pensamientos se fragmentaron en pedazos como pedacitos de pellejo seco, sintió sumergirse entre el vacío.
Media hora más tarde, cuando regresó a su cuerpo, encontró que éste estaba bañado en sudor. Entonces fue cuando comprendió eso de ver a la Osa Menor, de cara al sur.
Había aprendido durante la meditación a hacerle frente, a darle la cara a la Osa Menor, es decir, al hambre, al bullicio, a toda clase de factores perjudiciales para la meditación.
Desde este momento ya ningún ruido, ni picaduras de mosquitos, ni la molestia del hambre, ni el calor ni el frío pudieron impedirle la perfecta concentración del pensamiento.
Mas tarde, cuando de nuevo visitó a Chin, pudo contestar con entera exactitud todas las preguntas que éste le formuló, sin embargo es doloroso decir que Wu Wen aún no estaba lo suficientemente despojado como para alcanzar el estado de "Dar un salto hacia adelante".
Pasado algún tiempo, Wu Wen fue a visitar a Hsianh Yen, en las montañas, para pasar la estación del verano, y cuenta que, durante la meditación, los mosquitos le picaban terriblemente y sin misericordia alguna, pero él había aprendido a mirar muy de frente a la Osa Menor (obstáculos, inconvenientes, hambre, mosquitos, etc.) y entonces pensó: "Si los antiguos sacrificaban sus cuerpos por el Dharma, ¿he de temer yo a los mosquitos"?
Consciente de esto, se propuso tolerar pacientemente a todos los aguijonazos, con los puños contraídos y las mandíbulas apretadas; aguantando las horribles picadas de los mosquitos, concentraba su mente en el mantram W.U. (u… u…).
Wu Wen cantaba el mantram W.U.; imitaba con la U el sonido del viento entre la garganta de la montaña, el sonido del mar cuando azota la playa; Wu Wen sabía combinar inteligentemente la meditación con el sueño.
Wu Wen, cantaba su mantram con la mente y no pensaba en nada. Cuando algún deseo o recuerdo o pensamiento surgía en su entendimiento, Wu Wen no lo rechazaba, lo estudiaba, lo analizaba, lo comprendía en todos los niveles de la mente, y luego lo olvidaba en forma radical, total o definitiva.
Wu Wen cantaba su Mantram en forma continua, nada deseaba, nada razonaba, cualquier deseo o pensamiento que surgía en la mente era debidamente comprendido y luego olvidado, el canto del mantram no se interrumpía, los mosquitos y sus aguijonazos ya no importaban.
De pronto algo trascendental sucede, sintió que su mente y su cuerpo se derrumbaban como las cuatro paredes de una casa. Era el estado del vacío iluminador, puro, perfecto, libre de toda clase de atributos; se había sentado a meditar en las primeras horas de la mañana y tan sólo al atardecer se levantó.
Es claro que uno se puede entregar a la meditación sentado al estilo oriental con las piernas cruzadas como lo hacía el Buddha, o al estilo occidental en la posición más cómoda, o acostado con los brazos y piernas abiertos a derecha e izquierda, como la estrella de cinco puntas, y con el cuerpo relajado, pero Wu Wen era oriental y prefería sentarse al estilo oriental como el Buddha.
Hasta este momento el gran maestro chino Wu Wen logró experimentar el vacío iluminador, mas todavía le faltaba algo, no había llegado a la plena madurez, en su mente había pensamientos erróneos e inadvertidos, que en forma secreta continuaban existiendo, pequeños demonios tentadores, pequeños yoes subconscientes, residuos que todavía vivían en los cuarenta y nueve departamentos subconscientes de Iadalbaoth.
Después de esta experiencia del vacío iluminador, Wu Wen se fue a la montaña de Wung Chow y allí meditó seis años, después meditó otros seis años en la montaña de Lu Han y luego tres años más en Kuang Chou. Al cabo de estos esfuerzos y después de haber sufrido mucho, el maestro Wu Wen logró la última iluminación.
El maestro Wu Wen fue un verdadero atleta de la meditación. Durante sus prácticas comprendió que todo esfuerzo mental crea tensión intelectual y que ésta es nociva para la meditación, porque obstruye la iluminación.
El maestro Wu Wen nunca se dividió entre un yo superior y otro de tipo inferior, porque comprendió que superior o inferior son dos secciones de una misma cosa.
El maestro Wu Wen se sentía a sí mismo, no como un dios ni como un Deva, al estilo de los mitómanos, sino como un infeliz yo pluralizado, dispuesto de verdad a morir cada vez más y más en sí mismo.
El maestro Wu Wen no se auto-dividía entre yo y mis pensamientos, porque comprendía que mis pensamientos y yo son todo yo, y que es necesario ser íntegro para alcanzar la meditación perfecta.
Durante la meditación el maestro Wu Wen se hallaba en estado íntegro, receptivo, tremendamente humilde, con mente quieta y en profundo silencio, sin esfuerzo de ninguna clase, sin tensión mental, sin el deseo de ser algo más, porque Wu Wen sabía muy bien que el yo es lo que es y que jamás puede ser algo más de lo que es.
En estas condiciones, todos los trescientos mil clanes del cuerpo mental del maestro Wu Wen vibraban intensamente con el mismo tono, sin esfuerzo alguno, captando, recibiendo amor y sabiduría.
Cuando Wu Wen estuvo en las salas y Lumisiales de meditación, todos los monjes recibieron un gran beneficio con las potentes vibraciones de su aura luminosa.
Wu Wen ya poseía los Cuerpos Existenciales Superiores del Ser, los Cuerpos Solares, pero necesitaba disolver el yo y lograr la iluminación final, y la logró después de haber sufrido mucho.
CAPITULO XIX LA INICIACIÓN VENUSTA
La Iniciación Venusta es únicamente para los hombres verdaderos, jamás para los animales intelectuales.
Entiéndase por hombres verdaderos aquellos que ya fabricaron los cuerpos solares.
Entiéndase por animales intelectuales toda la humanidad, todas las gentes que solamente tienen cuerpos lunares.
La Iniciación Venusta es la verdadera navidad del corazón tranquilo. La Iniciación Venusta es para los pocos, es una gracia del Logos Solar.
En el Nirvana existen muchos Buddhas que, a pesar de sus grandes perfecciones, jamás han alcanzado la Iniciación Venusta.
La ley del Logos Solar es sacrificio por la humanidad. El se sacrifica desde el amanecer de la vida, crucificándose en todos los mundos, en todo nuevo planeta que surge a la existencia, para que todos los seres tengan vida y la tengan en abundancia.
Raro es aquél que recibe la Iniciación Venusta, ésta es una gracia muy especial, se necesita antes haberse sacrificado por la humanidad.
Annie Besant comete el error de suponer, y hasta afirmar, que el Cristo Intimo, el Niño Dios, el Salvador, encarna en el ser humano cuando alcanza la primera iniciación de Misterios Mayores.
Annie Besant quiere ver en las cinco primeras iniciaciones de Misterios Mayores todo el drama cósmico, nacimiento, crecimiento, muerte y resurrección del Cristo.
Annie Besant comete el error de confundir las cinco iniciaciones del fuego con la Iniciación Venusta.
Es necesario saber que el Cristo no puede encarnarse en el animal intelectual, es urgente comprender que el Cristo, Señor nuestro, sólo puede encarnarse en los hombres verdaderos, y que es imposible alcanzar este estado de hombre auténtico sin haber pasado antes por las cinco iniciaciones de Misterios Mayores.
Sólo después de haber pasado por las cinco iniciaciones de Misterios Mayores, y como una gracia, previo sacrificio por la humanidad, puede encarnarse el Cristo en nosotros.
Tal como es arriba es abajo. Al iniciarse la aurora de la creación, el fuego sexual del tercer Logos hace fecundo el vientre de la gran madre, la sustancia primordial.
La segunda parte la realiza el segundo Logos, el Cristo Cósmico, encarnándose en los mundos que nacen, para que todos los seres tengan vida y la tengan en abundancia.
En el microcosmos hombre el acontecimiento se repite; el primero en intervenir es el tercer Logos, fecundando la materia caótica contenida en el semen y en la espina dorsal, fecundando a la madre divina, principio Akashico, para que nazca el universo interior, los cuerpos solares; después nace el segundo Logos dentro de esos cuerpos existenciales superiores del Ser, para trabajar en la Gran Obra del Padre.
Tal como es arriba es abajo, tal como es abajo es arriba. Los eventos cósmicos que se desarrollan en un sistema solar se repiten en el átomo. Los grandes acontecimientos que se suceden en la génesis de cualquier galaxia se repiten también en el microcosmos hombre.
Es necesario trabajar primero con el fuego y luego con la luz. Es indispensable trabajar primero con el tercer Logos, en la novena esfera, y luego con el segundo Logos.
Las cinco primeras iniciaciones de Misterios Mayores son Cosmogénesis microcósmica; el fuego hace fecunda la materia caótica de la divina madre para que nazcan nuestros cuerpos solares; después viene lo mejor, la intervención del segundo Logos, la Iniciación Venusta, previo sacrificio por la humanidad.
Es indispensable saber, es urgente comprender que la Iniciación Venusta tiene siete grados esotéricos.
Primero: Nacimiento en el pesebre del mundo. El Cristo Intimo nace siempre lleno de amor por la humanidad, en ese pesebre interior que llevamos dentro de nosotros mismos, habitado desgraciadamente por los animales de las pasiones, por el yo pluralizado.
Segundo: Bautismo del iniciado en el mundo etérico, Cristificación del cuerpo vital.
Tercero: Transfiguración del Señor; resplandece el Cristo Intimo en la cabeza y en el rostro sideral del cuerpo astral del iniciado, como resplandeció el rostro de Moisés en el monte Nebo.
Cuarto: Entrada a Jerusalem entre palmas y fiestas, Cristificación del cuerpo mental del iniciado.
Quinto: El paño sagrado de la Verónica, en el cual queda grabado el rostro del Maestro. Cristificación del alma humana o cuerpo de la voluntad consciente.
Sexto: Cristificación del alma espiritual (Buddhi); eventos cósmicos formidables en la conciencia Buddhica que desafortunadamente no quedaron escritos en los cuatro evangelios; acontecimientos del drama cósmico íntimamente relacionados con ciertos hechos de otros planetas del sistema solar.
Séptimo: El Maestro es crucificado y entrega el espíritu al Padre, entre rayos, truenos y terremotos.
La mujer sella siempre la sepultura con una gran piedra, la piedra filosofal que simboliza el sexo (la lucha contra Satán fue terrible).
En rigurosa síntesis, estos son los siete grados de la Iniciación Venusta. Sobre cada uno de estos siete grados se pueden escribir enormes volúmenes.
El Cristo, Señor nuestro, nacerá siempre dentro del humilde establo individual de todo iniciado preparado.
La madre del Señor ha sido, es y será siempre la Divina Madre Kundalini, la serpiente ígnea de nuestros mágicos poderes.
Los reyes de la inteligencia, los tres reyes magos, los verdaderos genios, reconocerán siempre al Señor y vendrán a adorarle.
El niño se verá siempre en grandes peligros; Herodes, el mundo, los tenebrosos, querrán siempre degollarlo. El bautismo en el Jordán de la existencia será indispensable, las aguas de la vida limpian, transforman, bautizan. La transfiguración interpreta con suma inteligencia la Ley de Moisés, enseñando a las gentes y desplegando en su trabajo todo el celo maravilloso de un Elías.
El Señor vendrá a nosotros caminando sobre las olas embravecidas del mar de la vida. El Señor Intimo siempre establecerá el orden en nuestra mente y devolverá a nuestros ojos la luz perdida.
El Señor Interior multiplicará siempre el pan de la Eucaristía para alimento y fortaleza de nuestras almas.
El Adorable, encarnado en el iniciado, predicará en las calzadas de esta gran Jerusalem del mundo, entregando a la humanidad el mensaje de la nueva era, y su rostro coronado de espinas, una y otra vez, quedará grabado para siempre en el paño de la Verónica.
En la conciencia del iniciado habrá siempre eventos cósmicos formidables y, entre rayos y grandes terremotos del alma, el Señor siempre entregará su espíritu al Padre, exclamando: "Padre mío, en tus manos encomiendo mi espíritu", y después de bajar el cuerpo al sepulcro, se repetirá la resurrección a los tres días y medio.
El mito solar tiene dos aspectos: el primero representa la actividad cósmica del segundo Logos, en el amanecer de todo nuevo mundo que nace de entre el vientre de la Gran Madre. El segundo aspecto viene a resumir la vida de todo individuo sagrado que se convierte en una encarnación del segundo Logos, el Cristo Cósmico.
El héroe del mito solar ha sido siempre presentado en todos los tiempos como un Hombre-Dios, y su vida se desarrolla y desenvuelve conforme a la carrera del Sol, que es el vehículo cósmico del Logos Solar.
En el pasado, en los antiguos tiempos, el nacimiento de Mitra se celebró siempre con grandes regocijos en el solsticio de invierno.
Horus, espíritu divino, hijo de Isis y Osiris, en el viejo Egipto de los faraones, nacía también en el solsticio de invierno.
Nadie sabe con exactitud la fecha exacta en que nació Jesús de Nazareth. Existieron 136 fechas distintas asignadas al nacimiento de Jesús. Los gnósticos iniciados resolvieron con suma sabiduría fijar la fecha de nacimiento de Jesús para el 24 de diciembre a las doce de la noche, es decir, para los primeros minutos del 25 del mismo mes.
En todo mito solar, el Divino Salvador, el Cristo Intimo de todo individuo sagrado, nace siempre de entre el vientre de la Virgen Inmaculada, la Divina Madre Kundalini; esto nos recuerda al Niño Sol del 24 ó 25 de Diciembre, avanzando, naciendo, caminando hacia el norte en instantes en que la constelación de virgo, la Virgen Inmaculada, brilla resplandeciente en el cenit. Siempre el Sol, siempre el Cristo Cósmico, en el cosmos o en el hombre, nace de entre las entrañas de la Virgen Madre Cósmica.
Buddha nace de una virgen llamada Maía-Devi, de acuerdo con el drama cósmico sabiamente comprendido por los chinos iniciados.
La muerte y resurrección del Señor, en el equinoccio de primavera, está tan ampliamente difundida como su nacimiento en el solsticio de invierno.
En tal época moría Osiris en manos de Tifón, y se le representaba con los brazos extendidos como si estuviera crucificado.
Por esa época llorábase cada año la muerte de Tammuz en Babilonia, y en Siria, por esa época del equinoccio de primavera, había también muchos lamentos sagrados, entonces se lloraba por Adonis, no solamente en Siria sino en Grecia también.
En Persia se celebraba la muerte de Mitra por la misma época del equinoccio de primavera.
En todas las escuelas de misterios se representaba en forma dramática toda la carrera solar, desde su nacimiento hasta su muerte y resurrección. El iniciado constituía su vida con el drama solar y se convertía de hecho en un individuo solar.
La Iniciación Venusta es para los hombres verdaderos, no para las mujeres, ninguna mujer puede alcanzar jamás la Iniciación Venusta.
El grado más alto que la mujer puede alcanzar es el de Virgen Celestial, que corresponde al estado de Buddha.
Cuando una mujer quiere alcanzar la Iniciación Venusta debe desencarnar y reencarnarse en cuerpo de hombre.
Por estos tiempos, en el valle del Nilo, en Egipto, está encarnado en cuerpo de hombre aquel gran ser que se llamó María, Madre de Jesús de Nazareth.
H.P.B., la autora sabia teosófica que escribió los seis volúmenes de la Doctrina Secreta, se está preparando para reencarnarse en cuerpo de hombre, porque quiere alcanzar la Iniciación Venusta.
Lo que estamos diciendo no debe desencantar a las mujeres, toda mujer que trabaje en la fragua encendida de Vulcano, toda mujer que trabaje en la novena esfera, puede fabricar sus cuerpos solares y convertirse en una Buddha viviente, en una virgen del Nirvana, con poder sobre el fuego, los aires, las aguas y la tierra.
La Iniciación Venusta es otra cosa, es sólo para hombres verdaderos, pero cualquier virgen del Nirvana puede reencarnarse en cuerpo de hombre para alcanzar la Iniciación Venusta.
Cada vez que el Logos Solar necesita venir al mundo para iniciar una nueva era, se encarna en un hombre debidamente preparado para la Iniciación Venusta.
Existen doce salvadores. Esto quiere decir doce Avataras que corresponden a los doce signos zodiacales. La misión de cada Avatara es iniciar la época de actividad correspondiente al signo en que va a entrar la humanidad.
Aries, Tauro, etc., tuvieron sus Avataras correspondientes.
Existen doce salvadores, a través de los cuales se expresa el Cristo viviente.
La encarnación del Logos Solar en el pesebre del mundo es un evento cósmico formidable.
Así como en todo mundo naciente el Cristo encarnado tiene que abrirse paso entre la vorágine terrible de la selva indómita, rodeado de toda clase de peligros, así también el Niño de Oro de la Alkimia sexual, el Cristo Intimo nacido en todo individuo sagrado, debe abrirse paso, debe crecer y desarrollarse entre los animales del pesebre, entre los animales del deseo, rodeado de toda clase de peligros y adversidades.
En principio todavía, desgraciadamente, el iniciado no ha disuelto el yo, los animales del establo interior están vivos, el iniciado no ha alcanzado la perfección, aun cuando ya sea un Buddha, y el niño debe crecer y desarrollarse entre todas estas adversidades.
En los mundos que surgen a la existencia, el Cristo se desarrolla, es crucificado, muerto, y resucita en las entrañas de todo lo creado para que todas las criaturas tengan vida y la tengan en abundancia.
En el iniciado que alcanza la Iniciación Venusta, el Cristo debe nacer, crecer, morir y resucitar para trabajar con suma intensidad en la gran obra del Padre.
Cuando Jesús resucitó de entre los muertos, cuentan las Sagradas Escrituras que estuvo once años hablando con sus discípulos, enseñándoles los 24 misterios de los cuales nacen los 12 salvadores del mundo.
PREFÁCIO
Amadísimos:
Hemos dicho en este Mensaje de Navidad 1966-1967 todo lo que teníamos que decir, vosotros debéis estudiar intensivamente, no basta leer una vez el Mensaje como quien lee periódicos; este Mensaje es para estudiarlo durante toda la vida y comprenderlo profundamente en todos los niveles de la mente.
No seáis vosotros como los mariposeadores que hoy están en una escuela y mañana en otra, que pierden el tiempo miserablemente leyendo y teorizando, pero sin realizar absolutamente nada.
No seáis vosotros como los profanadores de los MISTERIOS, que hoy estudian y mañana se burlan de todas estas enseñanzas.
Estudiad y trabajad, este Mensaje es para vuestra propia Auto-Realización Intima.
Recordad que os estamos dando la segunda parte de la enseñanza gnóstica. Todo el summum de nuestra Doctrina Esotérica Crística quedará condensado en el Mensaje de Navidad de cada año.
En otros tiempos el Mensaje era un simple folleto, ahora este Mensaje será un libro que recibiréis para la Navidad de cada año.
Es necesario que los Lumisiales Gnósticos se conviertan en salas de meditación. Es urgente que se practique la meditación en grupo, de acuerdo con la lección del capítulo dieciocho (18) de este "Mensaje de Navidad 1966-1967".
Recordad amadísimos que en el relato que hacemos sobre el maestro chino WU WEN enseñamos técnica práctica para la meditación.
Se necesita estudiar este Mensaje de Navidad en todos los Lumisiales, discutirlo, enseñarlo, analizarlo, comprenderlo.
Amadísimos, os deseo Felices Pascuas y Próspero Año Nuevo 1967, que la Estrella de Belén resplandezca en vuestro camino, que haya paz en vuestros corazones, que haya felicidad en vuestros hogares.
PAZ INVERENCIAL
Samael Aun Weor